terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Listas

Fim de ano que se preze tem que ter lista. Pra não perder o costume, registro os meus top ten, abrindo a discussão para discordâncias e concordâncias. Lá vai:

Os mais mais eventos/acontecimentos em 2010:

- carnaval (Panela e Panelinha no topo da pirâmide)
- viagem ao Rio (que continua liiiiiindo)
- viagem a Sampa com a tchurma toda
- volta (com força total) ao flamenco
- conversas e vinhos no happy hour at home
- carro que ganhei de presente
- sobrinho que chega ano que vem
- São João em Gravatá
- casa nova (que dê tudo certo!)
- doutorado acabando... (idem!)

Os mais mais numa instância mais ampliada:

- saber que o aquecimento global é um embuste
- Brasil, que não fala grosso com los hermanitos nem fino com the ianques
- queda na violência em Pernambuco
- mulher na presidência da república
- Rodrigo Santoro (tem que explicar?)
- secretariado 2011 do gov
- avanços da medicina
- cartão de crédito na praia
- Tv a cabo
- Sex and the city (pacote completo)

Coisas chatas e desnecessárias:

- fofoca
- covardia
- pobreza (de bolso e de espírito)
- violência (aqui, no Rio, no Brasil)
- Suzana Vieira
- Dunga
- trânsito do Recife
- hino do Madeira do Rosarinho
- crise existencial
- rebeldia capilar

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Vampirão do Sítio

Como toda troça carnavalesca, essa também começou a partir de um episódio banal, quiçá besta. Um personagem da nossa família tomou uns vinhos a mais numa festa de casamento, o vinho escorreu pelos cantos da boca do supracitado (parafraseando Teles), o momento foi registrado em foto... Pronto, deu-se o mote pra turma se juntar e, artistas que são (somos), criar a mais nova agremiação momesca deste Pernambuco, com hino e tudo mais.

A troça chama-se "Vampirão do Sítio", e  a letra do hino, composto por muitas mãos, segue abaixo:

HINO DO VAMPIRÃO
TROÇA CARNAVALESCA MISTA ETÍLICO-ERÓTICA “VAMPIRÃO DO SÍTIO”

DEU MEIO DIA NO SÍTIO DOS PINTOS
OS MORCEGOS CHEGARAM E O VAMPIRO CADÊ?
TÁ DE RESSACA, TÁ SEMPRE ATRASADO
LEVANTA VAMPIRÃO, TÁ NA HORA DE BEBER

ÔÔÔÔÔ
O VINHO JÁ ENTROU
E VAMPIRO VIROU (2X)
ÔÔÔÔÔ
CHEGOU O VAMPIRÃO
E A CACHAÇA COMEÇOU

O SEU PESCOÇO EM FRANCÊS É O LE COU
É SANGUE NA GARRAFA, BOM PRA MIM E BOM PRA TU
VAMPIRO SAI ASSIM QUE O SOL CAMINHA MAIS
ELE VIVE BEBENDO DESDE OS TEMPOS DE ARRAES

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Berimbau - Vinícius e Toquinho

Quem é homem de bem, não trai
O amor que lhe quer seu bem
Quem diz muito que vai, não vai
E assim como não vai, não vem
Quem de dentro de si não sai
Vai morrer sem amar ninguém
O dinheiro de quem não dá
É o trabalho de quem não tem
Capoeira que é bom, não cai
E se um dia ele cai, cai bem!
Capoeira me mandou
Dizer que já chegou
Chegou para lutar
Berimbau me confirmou
Vai ter briga de amor
Tristeza, camará
Consolação
Se não tivesse o amor
Se não tivesse essa dor
E se não tivesse o sofrer
E se não tivesse o chorar
Melhor era tudo se acabar
Eu amei, amei demais
O que eu sofri por causa do amor
Ninguém sofreu
Eu chorei, perdi a paz
Mas o que eu sei
É que ninguém nunca teve mais
Mais do que eu

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Ressaca

Ai, Jisus. "Nunca mais bebo" é a frase mais aviltada e achincalhada que o ser humano já abriu a boca pra dizer. Mas confesso que ontem, quando acordei - uma festa e muitos vinhos depois -, repeti a tal expressão uma vez mais. O preço da diversão anterior foi um dia de anestesia mental com muito trabalho associado. Pense. O expediente só acabou às 21h30 e, quando cheguei em casa, minha cama parecia a filial do paraíso. Dormi umas 10 horas seguidas. Conclusão: luxo, nos dias de hoje, é sono em dia e tempo livre. Já que um ano é tempo demais pra essa minha pobre vida assalariada, quero de presente pelo menos uma semana sabática!

Derivando... Já disse isso uma vez e acho que é a verdade mais fundamental do mundo capitalista: só os ricos e os pobres são verdadeiramente felizes. A classe média sempre acha que pode mais do que pode e que um dia vai ser rica. Pura ilusão, sabemos, alimentada pelas exceções do tipo Silvio Santos e JCPM. O rico já é rico, e só isso é quase suficiente para uma existência sem atropelos. E o pobre, com a certeza que sempre vai ser pobre, se joga na cerva schin com churrasquinho de gato sem maiores esperanças. E se diverte.

Ano que vem, peço aos santos pra sair do limbo, de preferência subindo pro topo da pirâmide, que também sou filha de Deus e preciso alimentar meus luxinhos. Foda é ser viciada em revistas e livros, gostar de viagem cara, roupa cara, vinho caro, comida cara e jóia (ando cada vez mais encantada com ouros e brilhantes, acho que é a idade) sendo professora e jornalista. Culpa do meu pai e do meu marido, que me mimaram a vida inteira - primeiro um, depois o outro. Detalhe: ambos são jornalistas. Um deles é também professor. Ô sina. Amo vocês, rapazes!

Foto: eu morrendo de alegria porque acho que um dia ficarei rica (não disse que a classe média é uma desgraça?)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Silêncio

Ando impressionada sobre como a falta de comunicação entre os seres é a regra, e não a exceção nesta Terra abençoada. Falar, pra muita gente, é tão difícil quanto cortar o próprio dedo com uma faca cega. Será que estas pessoas são mudas por dentro, também? Ou tem a ver com uma certa confusão interna, tão grande que elas não têm nem como expressar? Afinal, no meio da bagunça, o que será que iria pra fora primeiro? Um doce pra quem descobrir porque o povo complica o que é simples e quer resolver com atitudes simplórias o que é complexo e profundo.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Divino mistério profundo

Tenho um amigo que está vivendo às voltas com problemas de saúde de alguém muito próximo a ele. Sua evidente tristeza me deixa também triste, principalmente porque sei que não posso fazer muita coisa pra ajudar. Nem falar adianta, nesses casos - talvez ouvir, atenta e respeitosamente, traga algum alívio. Acho que ele sabe que pode contar com meus ouvidos mas, às vezes, o que a pessoa mais quer é estar sozinha com seus pensamentos. O fato é que estou aqui, para nada ou para o que for preciso.

Engraçado como esse negócio de doença mobiliza a gente. Trata-se de aceitar uma verdade tão evidente e ao mesmo tempo tão desagradável: somos finitos e não há nada que possamos fazer a esse respeito. Mesmo assim, estamos aqui, e isso deve ter algum propósito, nem que seja o de aproveitar bem essa curta estadia na Terra, com galhardia, desenvoltura e bom humor. Claro que nem sempre dá. De vez em quando, a melancolia vai tomar conta da rotina, e os motivos para isso podem ser concretos, como no caso do meu amigo, ou podem ser abstratos, frutos de uma intatisfação que nem a gente mesmo identifica direito.

A vida é pra valer e pra levar, já disse o poeta. É difícil, em muitas ocasiões. E os amigos servem (também) pra aturar a gente quando a gente está mal, faz parte das atribuições do cargo.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

35

Estava conversando com meus amigos e companheiros de trabalho, sobre o tema que desenvolveria em meu próximo post nesse digno blog. Uma voz levantou-se e disse: "escreve sobre o teu aniversário".  Essa já seria mais ou menos a minha escolha óbvia, mas queria um mote pra desenvolver o tema de forma criativa. Pensei no tal "tiro da macaca", associado num passado recente às mulheres de certa idade que não ainda não haviam se casado. O tiro, antigamente, era aos 25 - hoje, ele mudou um pouco de configuração e o prazo está mais elástico. Chega aí pelos 35...

Alex, my friend, diz - "não há mais tiro! Escreve que isso não existe mais!" Deveras politicamente correta e otimista a conclusão a que ele chegou. Mas não muito embasada na realidade. Las chicas de 35 são aquelas a quem amigos e muy amigos cobram casamento ou, pelo menos, relacionamentos sérios. Os homens escapam disso, mas são cobrados a terem sucesso profissional, etc e tal. Mesmo assim, acho que, pra eles, a coisa toda é mais leve. A questão é que todo mundo acha que há uma idade certa pra isso ou aquilo e, no fim das contas, termina sofrendo mais do que devia por acreditar nessa premissa.

Casei cedo, tive filhas antes dos 30. Meu marido casou comigo tarde, teve filhas após os 45. Ele, por exemplo, começou uma nova carreira aos 40. Eu, pretendo ainda fazer uma viagem bem adolescente com ele, do tipo "intercâmbio". Temos planos pra mochilar com classe e adequar essa realidade à nossa vida de casados, adultos, profissionais e pais. A mãe de uma amiga voltou pra faculdade depois dos 60 e ganhou uma bolsa de estudos em Portugal... Tudo é tão relativo, já dizia Einstein, embora, é claro, a passagem do tempo mude a gente, transforme nossos gostos e nossos pontos de vista e, de certa forma, nos limite. O que pouca gente comenta é que, além de limites, ganhamos também "amplitudes", "expansões". Mais calma, mais centro.

Há coisas que são mais do espírito que da certidão de nascimento. Portanto, quero dizer aqui que continuarei a usar cabelos longos e saias curtas, até enquanto eu olhar no espelho e achar que está legal. E não esqueçam do meu presente!