O mundo acabou. Essa é uma das frases mais repetidas por Nina Lemos, minha repórter/escritora favorita, que escreve na minha não menos favorita revista feminina - a TPM. O pior é que ela tem razão, e descubro isso todos os meses quando sou atualizada pela publicação sobre as coisas mais bizarras que acontecem no planeta, particularmente do planeta das mulheres.
Alguém aí poderia imaginar. em um sítio onde a terceira guerra mundial ainda não começou, que tem moça nos EUA (tinha que ser) cujo desejo de vida é ter uma vagina igual à da Barbie? Sim, sim, isso existe. Causo é que eu comprei já inúmeras Barbies para as minhas crianças e não me consta que elas tivessem uma (vagina). Na minha concepção, significa dizer que estas moças querem, pela ordem:
- uma xoxota pelada (means sem pelo nenhum, igual a de um bebê recém nascido);
- uma xoxota fechada (colada, sem abertura nenhuma, nem para o xixi. Pra que serve isso, minha gente?);
- uma xoxota asséptica (sem cheiro, sem textura, sem nada. Pela madrugada - é só que tenho a dizer).
Alcancei não. Qual é a proposta? Fato é que o povo americano anda fazendo uma tal de "plástica íntima", que deixa as vaginas femininas mais "discretas". Oi???? Agora deu. Acho que o fato de andarmos vestidas por aí já é discrição mais que suficiente. E ainda dizem que não tenho razão em ser feminista - existe uma prova mais contundente que precisamos do feminismo mais que nunca? Até na xoxota alheia a indústria da pasteurização e da estupidez quer mandar.
Esses cirurgiões deviam ir pra cadeia, e estas mulheres que plastificam suas vaginas, pro hospício. Valha-me.
terça-feira, 19 de março de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
Sobre radicais e moderados
Nunca fui uma pessoa radical - tenho até certa dificuldade em assumir afirmativas categóricas para a minha vida, mesmo quando elas se fazem necessárias. Sempre, ou nunca, parecem a mim tempo demais. Deve ser por isso que não professo nenhuma religião, nem tenho time do coração - acho todo mundo que caminha estes caminhos meio dramático demais, meio over, sei lá. Sei que, em algumas situações, as pessoas precisam do tudo ou nada, até para estarem vivas - como no caso de um vício, por exemplo. Mas, como sou viciada só em flamenco, e mesmo assim uma viciada saudável (hahaha), abstenho-me dos extremos, e ando aí pelo caminho do meio. Talvez eu seja uma criatura que equilibra-se em cima do muro, fazer o quê? Não acho que só uma das partes têm razão, na maior parte das vezes. Ok... Quando discuto com my husband, acho que apenas eu tenho razão. Peraí também, né? Ainda sou alguém quase normal ;)
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Dizendo bem
Tem jeito não. O carnaval dessa terra é mesmo um espetáculo sem parelha. De quarta feira pra cá, só não estive carnavalizando na quinta-feira, e só porque o novo Recife tem exigido muito de mim. O paraquedista real juntou gente, digamos assim, mais madura - e eu, que nunca tive medo da idade das pessoas, me diverti horrores ao lado das minhas filhotas, que - pasmem! - acharam a festa "até boazinha". Coisa mais linda e animada. Música boa, gente boa, atendimento (no Bar Real, registre-se) bastante razoável para a quantidade de pessoas que havia no local. Vou de novo.
Na sexta, o Automatic Lover fechou no Cafuçu. Cada música boa, minha gente, interpretadas magnificamente por Black e Mônica Feijó. O momento fuleiragem, que precisa existir em minha vida, foi completo. Preciso confessar, inclusive, que sou autenticamente fã de Kelvis Duran. Magal nem me comoveu tanto assim, mas pelo menos ele fez direitinho quando cantou as músicas mais tchan tchan tchan do seu restritíssimo repertório.
Sábado, apoteótico. O Vampirão do Sítio mais uma vez saiu arrastando pela ZN uma multidão de vinte pessoas, que engoliu o povo d Os Barba. Fomos ovacionados (pro bem e pro mal...), e Pedro Henrique, que não conseguia conter sua animação vampiresca, escapou por pouco do linchamento. Depois, fizemos as pazes com os foliões do Poço e fomos todos felizes. Eu e husband brigamos, lá pelo fim da festa, mas como não lembramos de nada, amanhecemos o dia no maior love. Carnaval faz desses milagres.
No domingo, levei as crianças pro Panelinha. Alice até passou sombrinha de frevo por baixo das pernas, um espetáculo. Julia estava linda de melindrosa. Eu estava meio quebrada, não sem razão, mas ainda assim deu pra curtir o clima de folia saudável que reinava lá pela Real do Poço. Coisa mais boa, meu Deus.
Na sexta, o Automatic Lover fechou no Cafuçu. Cada música boa, minha gente, interpretadas magnificamente por Black e Mônica Feijó. O momento fuleiragem, que precisa existir em minha vida, foi completo. Preciso confessar, inclusive, que sou autenticamente fã de Kelvis Duran. Magal nem me comoveu tanto assim, mas pelo menos ele fez direitinho quando cantou as músicas mais tchan tchan tchan do seu restritíssimo repertório.
Sábado, apoteótico. O Vampirão do Sítio mais uma vez saiu arrastando pela ZN uma multidão de vinte pessoas, que engoliu o povo d Os Barba. Fomos ovacionados (pro bem e pro mal...), e Pedro Henrique, que não conseguia conter sua animação vampiresca, escapou por pouco do linchamento. Depois, fizemos as pazes com os foliões do Poço e fomos todos felizes. Eu e husband brigamos, lá pelo fim da festa, mas como não lembramos de nada, amanhecemos o dia no maior love. Carnaval faz desses milagres.
No domingo, levei as crianças pro Panelinha. Alice até passou sombrinha de frevo por baixo das pernas, um espetáculo. Julia estava linda de melindrosa. Eu estava meio quebrada, não sem razão, mas ainda assim deu pra curtir o clima de folia saudável que reinava lá pela Real do Poço. Coisa mais boa, meu Deus.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
A preguiça cansa
Estava pensando sobre o cansaço, e cheguei à conclusão de que ele tem mais a ver com estar em um lugar onde não se quer estar, fazendo que não se quer fazer, do que com fazer muita coisa ao mesmo tempo. Sometimes, fazendo muita coisa a gente descansa - uma atividade ajuda a relaxar da outra, e assim sucessivamente. Quando estudo, descanso do trabalho; quando cuido das crianças, descanso do estudo; e quando faço compras, descanso das crianças. Ruim é se encher de atividades pouco prazerosas, ou pouco produtivas. Até lavar uns pratos, eventualmente, pode ser um calmante poderoso. E assim a gente vai dando conta das muitas demandas diárias, sem sofrer, nem dramatizar. Ao contrário, até - vamos curtindo essa correrriazinha gostosa, feito esse povo maluquete que gosta de usar sapato apertado só pra poder sentir o prazer de descalçá-lo a seguir. Sempre tem no mundo alguém mais doido que a gente, afinal.
domingo, 6 de janeiro de 2013
Quanto tempo
Nossa Senhora, quanto tempo sem tempo pra escrever aqui. Novos desafios, novas demandas, novas pessoas. Tudo diferente, mas parecido com a energia lá de 2007, quando comecei a fazer parte de um projeto que me fez e me faz crescer a cada dia, a cada passo. Meio por acaso, meio sem planejar, caí em um lugar, ao lado de um grupo de pessoas especiais, que viria a mudar o rumo da prosa da minha existência.
E que sorte a minha. Nenhum grupo, dentro do grupo maior a que pertencemos, é tão especial. Duvido que seja. São homens e mulheres com um espírito que pouco se vê por aí. Nosso vínculo é profissional, mas é também afetivo. De cuidado, de confiança. De amor. Oxalá possamos reproduzir este ambiente onde estamos hoje, ampliando o raio de alcance desta energia. Ganha a cidade, ganham as pessoas que vivem na cidade.
P.s.: Beijo de boa sorte para todos os que assumiram desafios tão grandes quanto a vontade de fazer bem feito no início deste ano. Para Alexandre (s), Dani, Fabiana, Mariana, Roberta, Melânia, Antônio, Fernanda, Arthur, Andréa, Geraldo, Luciano, Carlos Augusto, João Guilherme, Ana Rosa, Márcio, Rodrigo (s), Felipe... E mais.
E que sorte a minha. Nenhum grupo, dentro do grupo maior a que pertencemos, é tão especial. Duvido que seja. São homens e mulheres com um espírito que pouco se vê por aí. Nosso vínculo é profissional, mas é também afetivo. De cuidado, de confiança. De amor. Oxalá possamos reproduzir este ambiente onde estamos hoje, ampliando o raio de alcance desta energia. Ganha a cidade, ganham as pessoas que vivem na cidade.
P.s.: Beijo de boa sorte para todos os que assumiram desafios tão grandes quanto a vontade de fazer bem feito no início deste ano. Para Alexandre (s), Dani, Fabiana, Mariana, Roberta, Melânia, Antônio, Fernanda, Arthur, Andréa, Geraldo, Luciano, Carlos Augusto, João Guilherme, Ana Rosa, Márcio, Rodrigo (s), Felipe... E mais.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
No tempo da delicadeza
Sim, sim, a vida é recheada de sub-textos (com hífen, como mandou o google). Sub-textos que nos permitem viver em sociedade, mas em muitos momentos podem ser causadores de grandes confusões comunicativas - ou de mágoas permanentes. Calar, no entanto, pode ser necessário. Vale dizer o que precisa ser dito, sempre? Tenho feito assim ao longo da existência, algumas vezes com resultados satisfatórios, outras, nem tanto. Os mais próximos, naturalmente, penam um tantinho mais. Clareza e transparência, estou tentando aprender, não é pra toda hora, nem pra todo mundo. Segura a língua, minha filha.
Desentendi-me uma vez com alguém super querido porque ele, de certa maneira, agrediu-me usando informações privilegiadas que detinha sobre mim - e acusou-me, fim das contas, de me expor demais. Outro querido me acudiu, com ombro amigo e cerveja, posto que fiquei bem chateada e passei a tarde chorando por causa das citadas declarações, absolutamente desnecessárias. Tudo tinha a ver com sub-textos, afinal, que permanecerão embutidos porque não é preciso desencavar tudo nessa vida. Sob pena de perdermos a convivência com os nossos afetos, de perdermos a linha da sensibilidade, de entrarmos num processo autofágico de profundidade infinita, que pode fazer mais mal que bem. Também eu já falei demais, muitas e muitas e muitas vezes. Pedi desculpas, mas há coisas que não se apagam.
O equilíbrio, creio, está na sinceridade relativa. Relativizada pelas circunstâncias, pela natureza dos acontecimentos, pela delicadeza. Muito do que não dizemos, não é dito em nome da delicadeza. Quer motivo mais nobre? Em 2013, tentarei ampliar em mim o princípio da delicadeza, meus amores. Promessa de ano novo.
Desentendi-me uma vez com alguém super querido porque ele, de certa maneira, agrediu-me usando informações privilegiadas que detinha sobre mim - e acusou-me, fim das contas, de me expor demais. Outro querido me acudiu, com ombro amigo e cerveja, posto que fiquei bem chateada e passei a tarde chorando por causa das citadas declarações, absolutamente desnecessárias. Tudo tinha a ver com sub-textos, afinal, que permanecerão embutidos porque não é preciso desencavar tudo nessa vida. Sob pena de perdermos a convivência com os nossos afetos, de perdermos a linha da sensibilidade, de entrarmos num processo autofágico de profundidade infinita, que pode fazer mais mal que bem. Também eu já falei demais, muitas e muitas e muitas vezes. Pedi desculpas, mas há coisas que não se apagam.
O equilíbrio, creio, está na sinceridade relativa. Relativizada pelas circunstâncias, pela natureza dos acontecimentos, pela delicadeza. Muito do que não dizemos, não é dito em nome da delicadeza. Quer motivo mais nobre? Em 2013, tentarei ampliar em mim o princípio da delicadeza, meus amores. Promessa de ano novo.
Assinar:
Postagens (Atom)