Eu aqui toda envolvida com os destinos da minha cidade, do meu chefe, da minha equipe... Animada, sim, mas naturalmente tensa pela expectativa de um novo movimento, que sempre deixa a gente com cócegas no estômago... Bom, mas voltando à frase anterior, não bastasse eu estar aqui toda toda, com a cabeça cheia de coisas importantes pra pensar, ainda estou tendo que aguentar a doidice dos outros. Os problemas que não são meus, as questões que não me dizem respeito, os movimentos sobre os quais não tenho nenhum poder... Estão caindo no meu colo, como se eu fosse a origem e o destino, o antes e o depois.
Ando meio cansada. Dentre todas as minhas qualidades, uma da qual me orgulho bastante é saber reconhecer as responsabilidades sobre o que faço, sobre o que acontece comigo e com quem me cerca. Por isso mesmo, cansa a minha beleza ser forçada a me meter onde não quero, nem devo. Tenho tanto o que fazer, minha gente... Sou uma das pessoas mais ocupadas que conheço. Tenho dois empregos, duas filhas, marido, casa, flamenco. Trabalho muito, ensaio, estudo, leio, cozinho, corrijo provas, vou ao salão, faço feira... Só pra começar. Tenho tempo pra isso não.
No momento, pretendo corrigir as provas dos remanescentes da final, sair pra almoçar, dar uma voltinha, retornar ao trabalho. Aguardar notícias do chefe, tentar sair cedo pra cuidar do meu marido que comeu uma comida estragada ontem e está bem molinho, assistir a um seriado legal na sky, fazer as unhas. Aviso aos navegantes que bloqueei os acessos indesejados. Tenho uma vida pra cuidar, pelamordedeus. Quem tiver também a sua, trate de se agarrar com ela e me deixar em paz.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Recife
Noves fora todas as motivações pessoais que eu possa ter, meu carinho, respeito e admiração por ele, eis que, enfim, temos um candidato a prefeito do Recife em quem vale a pena apostar. Todos pelo Recife, e eu junto, somando, compartilhando, colaborando e torcendo. Será uma batalha dura, mas não faltará disposição para enfrentá-la, tenho certeza. Simbora, e garanto que sairemos dessa empreitada, lá na frente, plenos de experiências ricas e inesquecíveis. Sapeira de Congo, que a vida vai ser boa!, já dizia um amigo querido. Amém!
terça-feira, 19 de junho de 2012
Mudanças
Alguém já disse que a vida é o que acontece conosco enquanto fazemos planos. Eu, que já estava toda animadinha com minhas férias de julho, com dias de dolce far niente, com as inúmeras atividades que listei para fazer no período, encontro-me agora em absoluto compasso de espera. Eu e a população do Recife, aliás.
Mudar nem me incomoda tanto, até gosto e me adapto muito bem às voltas que a vida dá. Triste é a indefinição. Enquanto não sei o que acontecerá, observo ao redor, e faço conjecturas. Em todos os cenários, haverá necessidade de replanejamento. Preciso começar a construir o meu novo mapa da estratégia, e logo.
Se for pelo bem do Recife...
Mudar nem me incomoda tanto, até gosto e me adapto muito bem às voltas que a vida dá. Triste é a indefinição. Enquanto não sei o que acontecerá, observo ao redor, e faço conjecturas. Em todos os cenários, haverá necessidade de replanejamento. Preciso começar a construir o meu novo mapa da estratégia, e logo.
Se for pelo bem do Recife...
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Registros e recordações
Não sou muito de guardar coisas, jogo tudo fora quando duvido da utilidade delas, até pra liberar energia para as novidades. Anyway, guardo textos. Textos escritos por e para pessoas queridas, que marcam a vida da gente, e que hoje podemos arquivar na nossa memória virtual, já que a memória real às vezes falha. Tenho na minha caixa postal vários emails gostosinhos, que não pretendo deletar jamais. São registros de momentos que passam mas ficam ao mesmo tempo, na cabeça e no coração. Acabo de ler alguns. Que delícia. ;)
terça-feira, 12 de junho de 2012
Valentine´s Day
* Nós, meio borrachos, depois de um vinho em Buenos Aires. No subte, tentando tirar foto a dois. Eu descabelada, e Clero discursando, like always.
domingo, 3 de junho de 2012
Século XXI
O ser humano é complicado. He, he, he, que novidade. Mas é mesmo. A gente enrola tudo por tanto tempo, que quando descobre que não precisava ter enrolado tanto, passou o tempo. Afe, mas não quero ser pessimista, não. O tempo das coisas existe, afinal. Mesmo aquilo que não se entende imediatamente, depois começa a fazer sentido (na maioria das vezes. Há coisas que não têm é sentido nenhum).
Abri o computador hoje pensando em trabalhar. Só facebooqueei. Acabo de ler a matéria de Klester. Apesar do aperreio, ele está de volta e bem, ao menos fisicamente. Good. Voltando à complicação, este ser humano supracitado é um exemplo clássico. Há outros, muitos outros. Descomplicar deveria ser o verbo do terceiro milênio, não? Mas parece que cada vez mais a gente arruma sarna pra se coçar. Credo.
Abri o computador hoje pensando em trabalhar. Só facebooqueei. Acabo de ler a matéria de Klester. Apesar do aperreio, ele está de volta e bem, ao menos fisicamente. Good. Voltando à complicação, este ser humano supracitado é um exemplo clássico. Há outros, muitos outros. Descomplicar deveria ser o verbo do terceiro milênio, não? Mas parece que cada vez mais a gente arruma sarna pra se coçar. Credo.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Fuá
Estava ouvindo no meu rádio do carro, hoje de manhã, um CD massa, que me lembra tempos muito legais de Soparia, CAC e afins. Siba e sua turma eram representantes de um movimento de pernambucanidade universal que nos dava orgulho que só, e ainda fazia música boa demais de dançar. Quer mais? Essa letra é coisa de gênio. Vê aí:
Fuá na casa de Cabral
Naquele Brasil antigo
Perdido no desengano
Seu Cabral chegou nadando
E não preocupou com nada
Deu ordem à rapazeada
Mandou barrer o terreiro:
"Me chame o pai do chiqueiro
que hoje eu quero forró,
Toré, samba, catimbó
Que eu já virei brasileiro"
Foi gente de todo tipo
Na festa de seu Cabral
Português de Portugal
Raceado no Oriente
Negão bebeu aguardente
Caboclo foi na Jurema
Seu Cabral pediu um tema
Danou-se a cantar poesia
Até amanhecer o dia
Numa viola pequena
No fim da festa e da farra
Cabral não sentiu preguiça
Mandou logo rezar missa
Pra ficar aliviado
Chamando o padre, apressado
Mandou começar ligeiro
Botando ordem no terreiro
Com seu maracá na mão
Jurando pelo alcorão
Que era crente verdadeiro
Mas na hora da verdade
Quando passou a cachaça
Seu Cabral sentou na praça
Caiu na reflexão
Disse: "Esta situação
sei que nunca mais resolvo!"
Então falou para o povo:
"Juro que me arrependi
o Brasil que eu descobri,
queria cobrir de novo!"
Fuá na casa de Cabral
Naquele Brasil antigo
Perdido no desengano
Seu Cabral chegou nadando
E não preocupou com nada
Deu ordem à rapazeada
Mandou barrer o terreiro:
"Me chame o pai do chiqueiro
que hoje eu quero forró,
Toré, samba, catimbó
Que eu já virei brasileiro"
Foi gente de todo tipo
Na festa de seu Cabral
Português de Portugal
Raceado no Oriente
Negão bebeu aguardente
Caboclo foi na Jurema
Seu Cabral pediu um tema
Danou-se a cantar poesia
Até amanhecer o dia
Numa viola pequena
No fim da festa e da farra
Cabral não sentiu preguiça
Mandou logo rezar missa
Pra ficar aliviado
Chamando o padre, apressado
Mandou começar ligeiro
Botando ordem no terreiro
Com seu maracá na mão
Jurando pelo alcorão
Que era crente verdadeiro
Mas na hora da verdade
Quando passou a cachaça
Seu Cabral sentou na praça
Caiu na reflexão
Disse: "Esta situação
sei que nunca mais resolvo!"
Então falou para o povo:
"Juro que me arrependi
o Brasil que eu descobri,
queria cobrir de novo!"
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