Alguém já disse que a vida é o que acontece conosco enquanto fazemos planos. Eu, que já estava toda animadinha com minhas férias de julho, com dias de dolce far niente, com as inúmeras atividades que listei para fazer no período, encontro-me agora em absoluto compasso de espera. Eu e a população do Recife, aliás.
Mudar nem me incomoda tanto, até gosto e me adapto muito bem às voltas que a vida dá. Triste é a indefinição. Enquanto não sei o que acontecerá, observo ao redor, e faço conjecturas. Em todos os cenários, haverá necessidade de replanejamento. Preciso começar a construir o meu novo mapa da estratégia, e logo.
Se for pelo bem do Recife...
terça-feira, 19 de junho de 2012
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Registros e recordações
Não sou muito de guardar coisas, jogo tudo fora quando duvido da utilidade delas, até pra liberar energia para as novidades. Anyway, guardo textos. Textos escritos por e para pessoas queridas, que marcam a vida da gente, e que hoje podemos arquivar na nossa memória virtual, já que a memória real às vezes falha. Tenho na minha caixa postal vários emails gostosinhos, que não pretendo deletar jamais. São registros de momentos que passam mas ficam ao mesmo tempo, na cabeça e no coração. Acabo de ler alguns. Que delícia. ;)
terça-feira, 12 de junho de 2012
Valentine´s Day
* Nós, meio borrachos, depois de um vinho em Buenos Aires. No subte, tentando tirar foto a dois. Eu descabelada, e Clero discursando, like always.
domingo, 3 de junho de 2012
Século XXI
O ser humano é complicado. He, he, he, que novidade. Mas é mesmo. A gente enrola tudo por tanto tempo, que quando descobre que não precisava ter enrolado tanto, passou o tempo. Afe, mas não quero ser pessimista, não. O tempo das coisas existe, afinal. Mesmo aquilo que não se entende imediatamente, depois começa a fazer sentido (na maioria das vezes. Há coisas que não têm é sentido nenhum).
Abri o computador hoje pensando em trabalhar. Só facebooqueei. Acabo de ler a matéria de Klester. Apesar do aperreio, ele está de volta e bem, ao menos fisicamente. Good. Voltando à complicação, este ser humano supracitado é um exemplo clássico. Há outros, muitos outros. Descomplicar deveria ser o verbo do terceiro milênio, não? Mas parece que cada vez mais a gente arruma sarna pra se coçar. Credo.
Abri o computador hoje pensando em trabalhar. Só facebooqueei. Acabo de ler a matéria de Klester. Apesar do aperreio, ele está de volta e bem, ao menos fisicamente. Good. Voltando à complicação, este ser humano supracitado é um exemplo clássico. Há outros, muitos outros. Descomplicar deveria ser o verbo do terceiro milênio, não? Mas parece que cada vez mais a gente arruma sarna pra se coçar. Credo.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Fuá
Estava ouvindo no meu rádio do carro, hoje de manhã, um CD massa, que me lembra tempos muito legais de Soparia, CAC e afins. Siba e sua turma eram representantes de um movimento de pernambucanidade universal que nos dava orgulho que só, e ainda fazia música boa demais de dançar. Quer mais? Essa letra é coisa de gênio. Vê aí:
Fuá na casa de Cabral
Naquele Brasil antigo
Perdido no desengano
Seu Cabral chegou nadando
E não preocupou com nada
Deu ordem à rapazeada
Mandou barrer o terreiro:
"Me chame o pai do chiqueiro
que hoje eu quero forró,
Toré, samba, catimbó
Que eu já virei brasileiro"
Foi gente de todo tipo
Na festa de seu Cabral
Português de Portugal
Raceado no Oriente
Negão bebeu aguardente
Caboclo foi na Jurema
Seu Cabral pediu um tema
Danou-se a cantar poesia
Até amanhecer o dia
Numa viola pequena
No fim da festa e da farra
Cabral não sentiu preguiça
Mandou logo rezar missa
Pra ficar aliviado
Chamando o padre, apressado
Mandou começar ligeiro
Botando ordem no terreiro
Com seu maracá na mão
Jurando pelo alcorão
Que era crente verdadeiro
Mas na hora da verdade
Quando passou a cachaça
Seu Cabral sentou na praça
Caiu na reflexão
Disse: "Esta situação
sei que nunca mais resolvo!"
Então falou para o povo:
"Juro que me arrependi
o Brasil que eu descobri,
queria cobrir de novo!"
Fuá na casa de Cabral
Naquele Brasil antigo
Perdido no desengano
Seu Cabral chegou nadando
E não preocupou com nada
Deu ordem à rapazeada
Mandou barrer o terreiro:
"Me chame o pai do chiqueiro
que hoje eu quero forró,
Toré, samba, catimbó
Que eu já virei brasileiro"
Foi gente de todo tipo
Na festa de seu Cabral
Português de Portugal
Raceado no Oriente
Negão bebeu aguardente
Caboclo foi na Jurema
Seu Cabral pediu um tema
Danou-se a cantar poesia
Até amanhecer o dia
Numa viola pequena
No fim da festa e da farra
Cabral não sentiu preguiça
Mandou logo rezar missa
Pra ficar aliviado
Chamando o padre, apressado
Mandou começar ligeiro
Botando ordem no terreiro
Com seu maracá na mão
Jurando pelo alcorão
Que era crente verdadeiro
Mas na hora da verdade
Quando passou a cachaça
Seu Cabral sentou na praça
Caiu na reflexão
Disse: "Esta situação
sei que nunca mais resolvo!"
Então falou para o povo:
"Juro que me arrependi
o Brasil que eu descobri,
queria cobrir de novo!"
quarta-feira, 30 de maio de 2012
O doidinho voltou
De volta às paisagens brasileiras, Klester já deu notícias pelo facebook, fórum que alcança todo mundo ao mesmo tempo. Ainda bem, está tudo bem, mas eu ainda espero pra falar com ele by phone, e não apenas por causa do evento Síria, mas também por causa de outros temas que tenho pra discutir consigo. Anyway, o que importa é que no final deu tudo certo. Amém!
segunda-feira, 28 de maio de 2012
O menino maluquinho
Tenho um grande amigo, querido do coração, que se chama Klester. Pois é, o nome dele é meio esquisito, tal qual a pessoa que representa. É jornalista, como eu, e adora se meter em enrascadas, das mais diversas naturezas. Das confusões profissionais às românticas, o menino já se inseriu em todas elas. Fui a São Paulo há mais ou menos um mês, e tentei encontrar com ele, como sempre faço quando vou pra lá. Não consegui falar, o telefone não pegava de jeito nenhum. A ligação caía, um lío. Bom, deixei pra lá, pois que ele sempre me liga quando está metido em seus rolos com as fêmeas, e deduzi que o silêncio significava que estava tudo bem.
Eis que abro o jornal no sábado e descubro que a criatura foi presa na Síria, ao tentar cobrir uma pauta pra Revista Istoé. Síria??? Este é Klester, o repórter que já foi amarrado a uma árvore por bandidos enquanto fazia uma matéria na Amazônia. O cara que escreveu um livro sobre um dos maiores matadores de aluguel do Brasil. Preocupei-me, mas não muito, porque a matéria dizia que ele estava bem, que a embaixada brasileira estava negociando a saída dele de lá, enfim. Dia desses ele sofreu uma decepção amorosa e inventou de comprar uma passagem caríssima pra um lugar longíquo e perigoso, de onde deduzo que talvez esteja enrolado em seus romances uma vez mais, já que foi parar na Síria.
Uma vez, fui dançar num espetáculo de flamenco promovido pelo Instituto Cervantes, no Teatro Apolo. Avisei aos amigos por email. Quando desço do palco, lá está Klester, que veio de Sampa sem me avisar (ele já viria ao Recife, naturalmente, e as datas coincidiram) e foi assistir ao nosso show. Supresas, ele adora. Também adorei revê-lo, e ainda mais seu carinho e atenção. Nos conhecemos desde que eu era estagiária na mesma empresa que ele trabalhava, e desde então ele me chama de "filé". Estou aqui na expectativa de saber notícias dele logo. Pelo facebook, os amigos estão se atualizando uns aos outros quanto ao seu paradeiro.
É doido esse menino. O último remanescente entre os solteiros com mais de 40 (se é que ainda está solteiro, sei lá), romântico incurável, intrépido repórter. Love you, coisa feia, aparece aí.
Eis que abro o jornal no sábado e descubro que a criatura foi presa na Síria, ao tentar cobrir uma pauta pra Revista Istoé. Síria??? Este é Klester, o repórter que já foi amarrado a uma árvore por bandidos enquanto fazia uma matéria na Amazônia. O cara que escreveu um livro sobre um dos maiores matadores de aluguel do Brasil. Preocupei-me, mas não muito, porque a matéria dizia que ele estava bem, que a embaixada brasileira estava negociando a saída dele de lá, enfim. Dia desses ele sofreu uma decepção amorosa e inventou de comprar uma passagem caríssima pra um lugar longíquo e perigoso, de onde deduzo que talvez esteja enrolado em seus romances uma vez mais, já que foi parar na Síria.
Uma vez, fui dançar num espetáculo de flamenco promovido pelo Instituto Cervantes, no Teatro Apolo. Avisei aos amigos por email. Quando desço do palco, lá está Klester, que veio de Sampa sem me avisar (ele já viria ao Recife, naturalmente, e as datas coincidiram) e foi assistir ao nosso show. Supresas, ele adora. Também adorei revê-lo, e ainda mais seu carinho e atenção. Nos conhecemos desde que eu era estagiária na mesma empresa que ele trabalhava, e desde então ele me chama de "filé". Estou aqui na expectativa de saber notícias dele logo. Pelo facebook, os amigos estão se atualizando uns aos outros quanto ao seu paradeiro.
É doido esse menino. O último remanescente entre os solteiros com mais de 40 (se é que ainda está solteiro, sei lá), romântico incurável, intrépido repórter. Love you, coisa feia, aparece aí.
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