quarta-feira, 23 de maio de 2012
Regime forçado
Tô num regime daqueles. Não por força de vontade, o que seria até bastante louvável, mas por pura falta de condição de comer mesmo. Comida anda travando em minha garganta, descendo a fórceps. Já a bebida...Vai que é uma beleza. Deve ser por isso que ainda não perdi todos os quilos que preciso, mas já dei uma afinadinha, de qualquer maneira. A aula de dança de ontem foi, de novo, ótima, e a silhueta mais delgada ajudou na composição de um conjunto harmonioso. Ando de um jeito que por mim passava a semana dentro da sala de aula, sem parar, até a exaustão. Ufa.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Só o flamenco salva
Eita, que ontem eu estava meio aperreada, em dúvida quanto a umas soluções
que preciso dar à minha vida profissional e outras paragens. Ainda no carro,
indo pro Ipsep dançar meu flamenco, comecei a melhorar um pouquinho. A
perspectiva de dançar sempre me anima, mas confesso que na última terça nem o
baile me ajudou. Tive um início de menstruação punk, eu que nunca sinto nada, e
fiquei malzinha. Dor de cabeça, pernas pesadas... Não bailei. Tomei uma garrafa
de vinho com Husband em casa, menos mal. Mas o bolo no estômago permanecia.
Esse negócio de ser adulto às vezes é um tantinho chato. Bom.
Ontem, depois de uma semana (que termina hoje, ufa) puxada, parei no posto de gasolina onde sempre paro pra comprar uma aguinha de coco. Enquanto isso, pensava no baile que Fabinho ensinou pra gente, durante o workshop da semana passada. Cheguei na casa de Cida, onde ensaiamos, e fui vestir minha roupa. Pus uma legging preta, uma blusinha também preta, e minha sainha vermelha por cima, aquelas saias levinhas que são pra balé, mas que eu, gipsy convicta, também uso. Queria estar linda pro meu flamenco. Emagreci um tantinho, depois da segurada na boca que dei por estes dias, e estava me achando mais bonita do que nunca. Nada é mais bonito do que uma pessoa dançando com alma.
Karina chegou, começamos a conversar e a esperar as outras bailaoras. As meninas demoraram, iniciamos o ensaio. E a minha figura no espelho, enquanto eu dançava, sem errar - mais que isso, afinal, com a alma sobre a qual falei acima - me agradou, me deixou feliz, tranquila, sem lembrar dos problemas que teimam em correr atrás da gente enquanto a gente corre deles. A aula foi eu e Karina, Karina e eu, e ambas estávamos curtindo o nosso universo particular, enquanto ajustávamos o nosso baile pra formar uma dupla. Estávamos lindas. Nem o cabelo prendi, queria ele solto. E ele não se transformou num balaio assanhado, vejam só. Não tinha ninguém olhando, tudo o que fiz foi por mim e para mim. Delícia.
Love, love, love. Tô quase deixando de ser frouxa e indo logo fazer minha tatuagem gipsy. Preciso pedir o desenho à minha querida Dani Acioli, posto que o flamenco, además das minhas pequenas, é o que há de mais permanente em minha vida, nesta vida onde as mudanças são a única certeza que temos, fim das contas. Hoje estou plena de amor, e o melhor é que é por mim mesma. E não tem joelho ruim, distância ou dificuldade que me faça parar de dançar. Olé!
Ontem, depois de uma semana (que termina hoje, ufa) puxada, parei no posto de gasolina onde sempre paro pra comprar uma aguinha de coco. Enquanto isso, pensava no baile que Fabinho ensinou pra gente, durante o workshop da semana passada. Cheguei na casa de Cida, onde ensaiamos, e fui vestir minha roupa. Pus uma legging preta, uma blusinha também preta, e minha sainha vermelha por cima, aquelas saias levinhas que são pra balé, mas que eu, gipsy convicta, também uso. Queria estar linda pro meu flamenco. Emagreci um tantinho, depois da segurada na boca que dei por estes dias, e estava me achando mais bonita do que nunca. Nada é mais bonito do que uma pessoa dançando com alma.
Karina chegou, começamos a conversar e a esperar as outras bailaoras. As meninas demoraram, iniciamos o ensaio. E a minha figura no espelho, enquanto eu dançava, sem errar - mais que isso, afinal, com a alma sobre a qual falei acima - me agradou, me deixou feliz, tranquila, sem lembrar dos problemas que teimam em correr atrás da gente enquanto a gente corre deles. A aula foi eu e Karina, Karina e eu, e ambas estávamos curtindo o nosso universo particular, enquanto ajustávamos o nosso baile pra formar uma dupla. Estávamos lindas. Nem o cabelo prendi, queria ele solto. E ele não se transformou num balaio assanhado, vejam só. Não tinha ninguém olhando, tudo o que fiz foi por mim e para mim. Delícia.
Love, love, love. Tô quase deixando de ser frouxa e indo logo fazer minha tatuagem gipsy. Preciso pedir o desenho à minha querida Dani Acioli, posto que o flamenco, además das minhas pequenas, é o que há de mais permanente em minha vida, nesta vida onde as mudanças são a única certeza que temos, fim das contas. Hoje estou plena de amor, e o melhor é que é por mim mesma. E não tem joelho ruim, distância ou dificuldade que me faça parar de dançar. Olé!
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Sapatos
Acabo de tirar os sapatos. Eles estavam apertados, são altos e depois de uma caminhada pelo Recife Antigo, começaram a me incomodar. Eita, e quando o sapato aperta e gente não tem como descalçá-lo? Uma menina que eu conheço uma vez tirou os sapatos e saiu andando descalça por aí. Tinha umas pedrinhas e uns vidrinhos pelo chão, mas ela estava tão feliz sem os sapatos que nem sentia nada. Os obstáculos incomodavam, mas o que se descortinava à sua frente era tão mais importante... E ela sentiu alívio, mesmo enquanto caminhava e cortava os pés com as pedrinhas.
Essa menina tinha amigas e amigos a quem amava muito. Ela contava pra eles os motivos da sua caminhada, ou da vontade que ela tinha de trilhar caminhos sem os sapatos. Aí, ela calçou novos sapatos, bem confortáveis, e depois de um tempão, os danados começaram a apertar de novo. E então ela perdeu a coragem de tirá-los mais uma vez, e os amigos se cansaram de ouvi-la contar dos sapatos apertados. E ela foi ficando esquisita, principalmente porque começava a se acostumar com o aperto dos sapatos. Quem já viu?
E não disse mais nada a ninguém. Ela tem saudades, no entanto, de conversar com um desses amigos, que um dia ficou brabo com ela por causa desse papo de sapato pra lá, sapato pra cá. Ôxe, menina mais esquisita, obcecada por sapatos.
Essa menina tinha amigas e amigos a quem amava muito. Ela contava pra eles os motivos da sua caminhada, ou da vontade que ela tinha de trilhar caminhos sem os sapatos. Aí, ela calçou novos sapatos, bem confortáveis, e depois de um tempão, os danados começaram a apertar de novo. E então ela perdeu a coragem de tirá-los mais uma vez, e os amigos se cansaram de ouvi-la contar dos sapatos apertados. E ela foi ficando esquisita, principalmente porque começava a se acostumar com o aperto dos sapatos. Quem já viu?
E não disse mais nada a ninguém. Ela tem saudades, no entanto, de conversar com um desses amigos, que um dia ficou brabo com ela por causa desse papo de sapato pra lá, sapato pra cá. Ôxe, menina mais esquisita, obcecada por sapatos.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Só tem doido
Eita, que quanto mais eu rezo... Acho que vou passar a frequentar umas reuniões espíritas com minha amiga Dani, pra ver se compreendo qual a minha missão nesta terra. Se for complicada como eu estou achando que é, acho que vou deixar pra próxima vida. Será que dá?
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Férias
O povo aqui ao meu lado só vive tirando férias. Não que eu ache isso errado, tenho é inveja mesmo. Hoje amanheci com uma vontade louca de tirar férias, e nem foi tanto do trabalho. Foi mais férias do Recife, da rotina, das tarefas, do trânsito. Deve ser reflexo das mil e uma atividades domésticas que exerci antes de sair de casa mais cedo, posto que minha secretária do lar está... de férias. Lavei pratos, fiz almoço, cuidei da minha filhota que está doente, botei roupas na máquina e água nas plantas, varri e passei pano no chão. Ok, talvez eu estivesse um pouco surtada, já que fiz tudo isso antes das oito da manhã, mas a casa precisava mesmo de um grau, como se diz. Quase que eu mudo tudo de novo e resolvo endoidecidamente viajar neste julho, ao invés do próximo. Quase que eu vou na agência de viagens. Não fui, mas o certo é que tirarei férias, e vai ser em julho. Vou resolver pendências burocráticas, mas pretendo também dar uma chegada em alguns lugares bonitos de Pernambuco, e talvez usar minhas milhas aéreas. Uma coisa é certa: acordar todo os dias depois das oito já será, de qualquer maneira, uma riqueza.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Central Constancia
Hoje estava ouvindo Marina de La Riva, e exercitando um pouco minha porção cantora, que não é lá esses balaios mas pelo menos é afinadinha. Animei-me um pouquinho mais quando meu (do flamenco) violonista Eduardo não me desabonou completamente. Minha voz é pequena e não vai longe, mas meu marido acha que eu fico tímida ao cantar e por isso ela não sai. Sei não. Deixa essa missão pra Marina (a cubana), que é um espetáculo. Lindo é ela interpretando esta canção aqui:
Me permite Señorito
Bailar esta con usted
Desde aquí lo había observado
Baila usted muy bien, muy bien
Haremos una pareja
Muy difícil de igualar
Y envidioso todo el mundo
Se podrá vernos bailar
Pero olvidemos al vulgo
Que al fin no tiene importancia
Bailemos en el Constancia
Hasta que se acabe el mundo
Me voy p'al pueblo
Hoy es mi dia
Voy alegrar toda el alma mía
Me permite Señorito
Bailar esta con usted
Desde aquí lo había observado
Baila usted muy bien, muy bien
Haremos una pareja
Muy difícil de igualar
Y envidioso todo el mundo
Se podrá vernos bailar
Pero olvidemos al vulgo
Que al fin no tiene importancia
Bailemos en el Constancia
Hasta que se acabe el mundo
Me voy p'al pueblo
Hoy es mi dia
Voy alegrar toda el alma mía
segunda-feira, 23 de abril de 2012
E eis que Paul arrasou
Não é toa que o cara integrava a melhor banda de todos os tempos. Paul McCartney fez valer todos os reais gastos no intervalo esquenta-táxi-show-táxi-jantar-táxi. Todo mundo besta porque ele não precisou de nenhum intervalinho pra descansar os ossos septuagenários, e eu besta porque o cara não tomou uma gota de água durante todo o espetáculo. O povo besta porque ele é "simples" e "simpático" e eu besta porque outros artistas geniais perdem um tanto da sua genialidade por não se comportarem com naturalidade em relação ao talento, fama, grana. Paul provavelmente não se recorda quando estes substantivos - talento, fama, grana - passaram a fazer parte da sua vida. Bom pra ele, que pode falar sem medo de errar: "se fui medíocre, desconhecido e pobre, não me lembro". E a vida passa a ser assim, e ele não tem nenhum motivo pra se deslumbrar com isso, minha gente. Fechação.
Como assim? - mudando de tema, mas ainda no show de Paul, registro aqui uma frase lapidar que ouvi de uma menina que não era pernambucana (pelo sotaque, cearense ou piauiense) enquanto esperava o espetáculo começar: "mulher, me espera aí que vou ali dar uma raparigadinha". Hein?
Como assim? - mudando de tema, mas ainda no show de Paul, registro aqui uma frase lapidar que ouvi de uma menina que não era pernambucana (pelo sotaque, cearense ou piauiense) enquanto esperava o espetáculo começar: "mulher, me espera aí que vou ali dar uma raparigadinha". Hein?
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