Tinha um monte de coisa pra comentar hoje, mas o destaque do fim de semana foi mesmo a imersão na música que fiz, junto com o violonista Eduardo Bertussi e minhas companheiras de baile. Engraçado, mas ao dançar a gente nem sempre se dá conta da importância do ritmo (sim, isso é possível!), das divisões matemáticas que a música contém, e de quão emocionantes elas podem ser.
Discutia com meu marido, músico também, e nossa Júlia comentou: "vocês aí falando de matemática, a música perde toda a graça". Maridón se empolgou: "é isso, isso é uma coisa que sempre me preocupou!" Mas depois de participar da oficina de Eduardo, não identifico esse perigo. Achei a música e a dança ainda mais fascinantes ao pensar sobre seus mecanismos internos e sua relação com o nosso corpo, com a nossa pulsação.
A arte, no fim das contas, amplia o alcance de tudo, e mesmo as improvisações, fraseados longos ou curtos, semitons e síncopes também fazem parte do imenso universo dos números, que um dia aquele professor de matemática chato da escola nos fez pensar que eram tão chatos quanto ele. Ouvindo os números impressos no baile é que aprendemos a dispensá-los na hora da interpretação. Ainda assim, eles estarão lá, traduzidos pela batida do coração.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Momento Saia Justa
Não, meu povo, não me refiro a algum espisódio de constrangimento em minhas relações pessoais, mas sim ao programa, ao Saia Justa do GNT. Adoro ver, porque adoro refletir sobre as coisas do mundo e é isso que aquele grupo de pessoas faz ali, junto, conversando. Assim, me dei conta dia desses que nunca mais postei nada reflexivo aqui no blog, o que talvez seja até um bom sinal. Anyway, fiquei com ganas de refletir sobre alguma coisa profunda e escrever. Estive buscando um mote, e como neste semestre estou ministrando aulas de jornalismo opinativo, preciso ainda mais de reflexão, que é pra ver se os meninos se encantam pelo formato.
Buenas, mas como diz Teles, tergiverso, e fato é que o mote não me veio fácil. Ando leve ultimamente, e a leveza deixa a gente mais raso mesmo. A profundidade caminha lado a lado com a melancolia, não dá pra negar. Desta feita, resolvi refletir porque a reflexão precisa de peso e circunstâncias meio tenebrosas pra existir. Não podemos pensar profundamente sobre as coisas enquanto curtimos uma prainha legal, na companhia de gente boa, cerveja, caldinho e amendoim? Protestemos contra a tristeza atávica dos poetas, dos filósofos, dos pensadores. Quero poder ser um ser pensante e solar, ao mesmo tempo, e acho possível, nem que seja pelo caminho do humor, da profundidade que se alcança com o riso e a brincadeira. Taí (ou estava) Millor que não nos deixa mentir.
Até problemas e situações que me afetavam muito andam me afetando menos. Ou é sabedoria, ou velhice mesmo, e se o efeito for bom não estou nem ligando para a causa. A ver. Engordei um pouco. Estou tensa com isso, é verdade. Vou me esforçar pra perder umas gramas, vou fazer mais exercícios. Mas não vou enlouquecer. Gosto mais de vinho do que tenho disposição pra evitá-lo, fazer o quê? Minha casa ainda não está do jeito que eu quero, e ainda não vai ser este ano que farei a viagem que estou planejando. Tudo bem. Menos pressa, mais tranquilidade, e as coisas vão se ajeitando.
Ando mais atenta às qualidades dos meus amigos, da minha família, e implicando menos com os defeitos - deles, e com os meus também. Administremos, pois, a realidade com uma dose a menos de melancolia e uma dose a mais de alegria. A grande sacada do milênio vai ser a conciliação entre reflexão e felicidade, e aí então seremos mais felizes, de verdade. Sem comercial de margarina, sem carro importado, sem rivotril, sem viagens a Dubai - com mais sol, mais praia, mais amendoim, mais crianças, mais vinho, mais Paris (em suaves prestações, why not?). Mais gente, menos personagens. É isso aí.
Buenas, mas como diz Teles, tergiverso, e fato é que o mote não me veio fácil. Ando leve ultimamente, e a leveza deixa a gente mais raso mesmo. A profundidade caminha lado a lado com a melancolia, não dá pra negar. Desta feita, resolvi refletir porque a reflexão precisa de peso e circunstâncias meio tenebrosas pra existir. Não podemos pensar profundamente sobre as coisas enquanto curtimos uma prainha legal, na companhia de gente boa, cerveja, caldinho e amendoim? Protestemos contra a tristeza atávica dos poetas, dos filósofos, dos pensadores. Quero poder ser um ser pensante e solar, ao mesmo tempo, e acho possível, nem que seja pelo caminho do humor, da profundidade que se alcança com o riso e a brincadeira. Taí (ou estava) Millor que não nos deixa mentir.
Até problemas e situações que me afetavam muito andam me afetando menos. Ou é sabedoria, ou velhice mesmo, e se o efeito for bom não estou nem ligando para a causa. A ver. Engordei um pouco. Estou tensa com isso, é verdade. Vou me esforçar pra perder umas gramas, vou fazer mais exercícios. Mas não vou enlouquecer. Gosto mais de vinho do que tenho disposição pra evitá-lo, fazer o quê? Minha casa ainda não está do jeito que eu quero, e ainda não vai ser este ano que farei a viagem que estou planejando. Tudo bem. Menos pressa, mais tranquilidade, e as coisas vão se ajeitando.
Ando mais atenta às qualidades dos meus amigos, da minha família, e implicando menos com os defeitos - deles, e com os meus também. Administremos, pois, a realidade com uma dose a menos de melancolia e uma dose a mais de alegria. A grande sacada do milênio vai ser a conciliação entre reflexão e felicidade, e aí então seremos mais felizes, de verdade. Sem comercial de margarina, sem carro importado, sem rivotril, sem viagens a Dubai - com mais sol, mais praia, mais amendoim, mais crianças, mais vinho, mais Paris (em suaves prestações, why not?). Mais gente, menos personagens. É isso aí.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Tinha que resolver... resolvi
Buenas, depois de ficar quebrando a cabeça por alguns dias pra resolver a vida em relação à minha viagem, decidi que não vou este ano. Conversei também com algumas pessoas sobre o tema, e a maioria foi partidária do adiamento. Engraçado como teve que gente que ficou feliz com isso (hehe). Ok, não reclamei porque me senti querida, e os que se manifestaram dessa forma tentaram disfarçar o contentamento.
Aproveito este tempo a mais pra melhorar meu inglês por aqui antes de ir, pra juntar mais uma grana, pra ir onde eu realmente quero ir, que é Londres. Em estando lá, estico pra outros destinos de interesse. Oba. Anyway, o fato de ter tempo pra amealhar mais uns reaizinhos ajudará no objetivo de empreender uma viagem tranquila, com direito a passeios, momentos de delírio consumista e incursões etílico-gastronômicas.
Em casa - esta semana recebi pessoas queridas em casa. Cozinhei mais que Ofélia em tempos idos, mas valeu a pena. Uma delas já é querida há algum tempo, e o casal que conheci na noite de sábado já considero querido, de tão fofo que é. É tão bom quando você recebe visitas e não tem vontade de sair correndo pra encaixar uma vassoura atrás da primeira porta que aparecer, né não? Voltem sempre, seus... queridos!
Aproveito este tempo a mais pra melhorar meu inglês por aqui antes de ir, pra juntar mais uma grana, pra ir onde eu realmente quero ir, que é Londres. Em estando lá, estico pra outros destinos de interesse. Oba. Anyway, o fato de ter tempo pra amealhar mais uns reaizinhos ajudará no objetivo de empreender uma viagem tranquila, com direito a passeios, momentos de delírio consumista e incursões etílico-gastronômicas.
Em casa - esta semana recebi pessoas queridas em casa. Cozinhei mais que Ofélia em tempos idos, mas valeu a pena. Uma delas já é querida há algum tempo, e o casal que conheci na noite de sábado já considero querido, de tão fofo que é. É tão bom quando você recebe visitas e não tem vontade de sair correndo pra encaixar uma vassoura atrás da primeira porta que aparecer, né não? Voltem sempre, seus... queridos!
quarta-feira, 21 de março de 2012
That´s the question
Ando às voltas com decisões que terei que tomar, em breve, muito breve, sobre a viagem de estudos que quero fazer. Preciso entender e falar inglês decentemente, e isto não é uma escolha - tornou-se imperativo pra mim. Assim, sendo, tirei o visto americano, andei olhando alguns destinos, refletindo sobre se meu caminho passa pelos Estados Unidos, e por qual cidade... Estive ontem numa agência de intercâmbio para começar a chegar a alguma conclusão. Eis que a atendente da agência jogou uma aguinha fria nos meus planos pra julho, mês de altíssima estação em tudo que é canto do mundo.
New York, só ano que vem... Difícil arranjar hospedagem, quase impossível, pra 2012. São Francisco... Maybe, mas aí a passagem ficará caríssima, quase o preço do curso + hospedagem em flat individual! Londres, em julho, é tempo de olimpíadas, não vai rolar. Ó, céus. Janeiro é muito frio... A minha saída vai ser tentar negociar com a faculdade, ou então deixar pra 2013... Let´s see. Difícil é ser professora e só poder tirar férias no recesso escolar. I wanna go!!! Alguém sugere algo? Tipo ganhar na mega e deixar de trabalhar?
New York, só ano que vem... Difícil arranjar hospedagem, quase impossível, pra 2012. São Francisco... Maybe, mas aí a passagem ficará caríssima, quase o preço do curso + hospedagem em flat individual! Londres, em julho, é tempo de olimpíadas, não vai rolar. Ó, céus. Janeiro é muito frio... A minha saída vai ser tentar negociar com a faculdade, ou então deixar pra 2013... Let´s see. Difícil é ser professora e só poder tirar férias no recesso escolar. I wanna go!!! Alguém sugere algo? Tipo ganhar na mega e deixar de trabalhar?
segunda-feira, 19 de março de 2012
Em Gravatá
Gravatá no fim de semana, celular sem bateria... Dias de dolce far niente - na verdade, um dia e meio, que valeu mais que a conta, afinal. Levo menos tempo pra chegar em Gravatá que no meu trabalho, diga-se de passagem. Tirando o susto que meu pai nos deu (foi atropelado por uma moto, ave Maria - mas foi de leve, só uns arranhões, ainda bem), o sábado e o domingo foram tão legais, tanto quanto podem ser um sábado e um domingo de verdade. A melancolia, que estava pegando de leve, foi embora hoje, com o fim da TPM. :)
sexta-feira, 16 de março de 2012
"É tempo...
... que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo". Sinais não são apenas sinais, mas senhas que a vida nos dá, para abrir as portas que precisam ser abertas e fechar aquelas que ficaram abertas tempo demais. Há tempos em que o que bastava deixa de ser suficiente. Tempo de mudar. Passou o tempo.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Eita, preguiça
Não, não é minha a preguiça, embora eu tenha muito direito a ela. Fico besta como esses jornalistas pós-modernos acham que eles podem tudo, menos trabalhar. Podem encher o saco das fontes e levantar questões despropositadas, muitas vezes usando de má fé. Podem pedir na cara lisa que o assessor trabalhe por eles, sem nem dizer obrigado depois, muito menos por favor antes. Querem ganhar a grana do frila botando os colegas pra ralar. Lamento dizer que comigo, não, violão. E podem botar meu nome na boca do sapo que não perco um minuto do meu sono por isso.
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