Uma vez postei essa música aqui. Tirei. Resolvi postar novamente, inspirada pela viagem que farei breve, já que a letra é do portenho Carlos Gardel, que primeiro a gravou. Inspirada também pelo ano que finda, e pela beleza das imagens que ele criou, e pelo significado delas, e pelo encontro que terei com minhas amigas do Damas logo mais. Vejam que linda, e ouçam a gravação de Estrella Morente, que é um espetáculo.
Volver
Yo adivino el parpadeo
De las luces que a lo lejos
Van marcando mi retorno...
Son las mismas que alumbraron
Con sus palidos reflejos
Hondas horas de dolor..
Y aunque no quise el regreso,
Siempre se vuelve al primer amor..
La vieja calle donde el eco dijo
Tuya es su vida, tuyo es su querer,
Bajo el burlon mirar de las estrellas
Que con indiferencia hoy me ven volver...
Volver... con la frente marchita,
Las nieves del tiempo platearon mi sien...
Sentir... que es un soplo la vida,
Que veinte años no es nada,
Que febril la mirada, errante en las sombras,
Te busca y te nombra.
Vivir... con el alma aferrada
A un dulce recuerdo
Que lloro otra vez...
Tengo miedo del encuentro
Con el pasado que vuelve
A enfrentarse con mi vida...
Tengo miedo de las noches
Que pobladas de recuerdos
Encadenan mi soñar...
Pero el viajero que huye
Tarde o temprano detiene su andar...
Y aunque el olvido, que todo destruye,
Haya matado mi vieja ilusion,
Guardo escondida una esperanza humilde
Que es toda la fortuna de mi corazón.
Volver... con la frente marchita,
Las nieves del tiempo platearon mi sien...
Sentir... que es un soplo la vida,
Que veinte años no es nada,
Que febril la mirada, errante en las sombras,
Te busca y te nombra.
Vivir... con el alma aferrada
A un dulce recuerdo
Que lloro otra vez...
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Bizarrices
Existe coisa mais feia do que uma pessoa muito gorda a bordo de uma moto? Me desculpem a pergunta politicamente incorreta, minha gente, mas é feio demais. Resolvi listar por aqui as coisas mais bizarras que tenho visto ultimamente, e elas não são poucas. Bizarras são aquelas pessoas que derrubam a colher das comidas em self services pra dentro do prato, preenchendo com milhares de bactérias de diversas origens o que em breve será servido a outrem.
Bizarro também é o batom de Marília Pera na novela das seis. Bizarra é a menina que faz parte do meu grupo de dança, que não consegue acertar nem dois pra lá dois pra cá e se arvora a querer dançar flamenco, atrapalhando todo mundo com sua falta de noção. Logo flamenco. Já botei ela pra fora do tablado uma vez, se precisar farei-o novamente. Bizarros são os jornalistas que nos ligam às 18h10 de uma sexta-feira querendo porta vozes para suas matérias de domingo. Hein?
Bizarros são os alunos que copiam matérias do NE10 achando que eu não vou perceber. Bizarra é a fila nas Lojas Americanas por estes dias pré natalinos. Bizarro é o preço da casa da Barbie que vou ter que comprar pra Alice esta semana. Bizarra é essa obrigação de colocar moedinhas em caixinhas de natal em toda esquina que a gente para. Bizarro é um colega de trabalho querendo puxar uma DR com outra colega de trabalho, sendo que a coitada mal conhece o cara. Pelamordedeus.
Ano que vem, desejo que o mundo seja menos povoado de bizarrices, e mais povoado de coisas e pessoas finas e elegantes. Amém!
Bizarro também é o batom de Marília Pera na novela das seis. Bizarra é a menina que faz parte do meu grupo de dança, que não consegue acertar nem dois pra lá dois pra cá e se arvora a querer dançar flamenco, atrapalhando todo mundo com sua falta de noção. Logo flamenco. Já botei ela pra fora do tablado uma vez, se precisar farei-o novamente. Bizarros são os jornalistas que nos ligam às 18h10 de uma sexta-feira querendo porta vozes para suas matérias de domingo. Hein?
Bizarros são os alunos que copiam matérias do NE10 achando que eu não vou perceber. Bizarra é a fila nas Lojas Americanas por estes dias pré natalinos. Bizarro é o preço da casa da Barbie que vou ter que comprar pra Alice esta semana. Bizarra é essa obrigação de colocar moedinhas em caixinhas de natal em toda esquina que a gente para. Bizarro é um colega de trabalho querendo puxar uma DR com outra colega de trabalho, sendo que a coitada mal conhece o cara. Pelamordedeus.
Ano que vem, desejo que o mundo seja menos povoado de bizarrices, e mais povoado de coisas e pessoas finas e elegantes. Amém!
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
De acertos e desacertos
Acabo de chegar da praça do Arsenal, onde fui comprar uma tapioca, e já comecei a sentir aquela leseira que me acomete nos momentos que antecedem o carnaval. Não sem motivo, porque agora, nesse instante, tem um bloquinho passeando por lá, ao som de uma orquestra mais ou menos. Mesmo assim, tá tão bonitinho, um grupo de pessoas de amarelo meio bêbadas, cantando as músicas do nosso cânone carnavalesco... Já me deu saudade, posto que em 2012 não estarei por aqui para curtir a folia - ideia minha, vamos eu e husband a Buenos Aires, que não conhecemos, para umas merecidas feriazinhas a dois. O ano foi puxado, e nossa última viagem "venceu", palavras dele.
Como não será uma viagem a Maceió, sinto que serei feliz então, embora sempre fique meio assim de não estar no Recife em fevereiro. Bom, mas já estou pelos blogs da vida catando os programas que faremos, os lugares mais legais... Tô adorando a ideia de passar oito dias sem praticamente falar no celular e checar email. Bom, mas estava falando de acertos - de marcha, de vida... Há momentos em que os desacertos chegam e nos deixam tão chateados que impedem a gente de ver o tanto que acertamos antes.
Não deixemos, então, que o que está além do nosso alcance possa nos impedir de comemorar o que já construímos. O sucesso está na trajetória, até porque o fim do caminho - este é igual pra todo mundo.
Como não será uma viagem a Maceió, sinto que serei feliz então, embora sempre fique meio assim de não estar no Recife em fevereiro. Bom, mas já estou pelos blogs da vida catando os programas que faremos, os lugares mais legais... Tô adorando a ideia de passar oito dias sem praticamente falar no celular e checar email. Bom, mas estava falando de acertos - de marcha, de vida... Há momentos em que os desacertos chegam e nos deixam tão chateados que impedem a gente de ver o tanto que acertamos antes.
Não deixemos, então, que o que está além do nosso alcance possa nos impedir de comemorar o que já construímos. O sucesso está na trajetória, até porque o fim do caminho - este é igual pra todo mundo.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Pausa
Cheia de coisas pra fazer, mas estou precisando dar uma parada para minhas escrivinhações. Eita, comecei a escrever este post, tive que fazer algumas das muitas coisas supracitadas, voltei a ele depois de umas duas horas... Mas vamos ao que interessa.
Andando pelos meus muitos engarrafamentos diários, aprendi a relaxar um pouco diante do inevitável e passei a observar o entorno dos trajetos que percorro. Estou descobrindo como o Recife é grande, como existem lugares que a gente não conhece (pelo menos eu não conhecia). Eu, que andava no ônibus Barro-Macaxeira quando era universitária e achava essa linha a top trend do subúrbio, a mais suburbana entre as linhas suburbanas do universo, venho percebendo que a Macaxeira é um dos bairros mais agradáveis do percurso 100% avenida Norte que é meu caminho cotidiano.
Meio que, assim, o lado B de Apipucos, a Macaxeira, pelo menos o trecho que consigo visualizar de dentro do carro, é arborizada, calma, tão bonitinha. E ainda tem aquela fábrica linda, que está acabada, mas ainda é linda e dá charme todo especial àquele trecho da cidade. O gov disse dia desses que a fábrica será um parque e também funcionará como escola técnica; assim seja. Morro de vontade de parar e entrar lá toda vez que passo na frente. Sei lá porque, convivo com uma atração irresistível por coisas e pessoas vintage. Devo ter alma velha, como diz minha avó espírita. Triste é quando a alma vai se encontrando com o corpo, num processo de adequação que... Aimeudeus.
36 - registro ao presentinho riqueza que ganhei das minhas meninas grandes no aniversário. As fofas compraram pra mim um vale massagem relaxante na Loccitane, que já é um ambiente relaxante per si, além de cheiroso e bonito que só. Tô em desespero pra gastar logo meu presente, mas me segurando e economizando a vontade até que o fim do ano esteja um poquito mais próximo. Será meu momento ritual de boas vindas a 2012. So good. :)
Andando pelos meus muitos engarrafamentos diários, aprendi a relaxar um pouco diante do inevitável e passei a observar o entorno dos trajetos que percorro. Estou descobrindo como o Recife é grande, como existem lugares que a gente não conhece (pelo menos eu não conhecia). Eu, que andava no ônibus Barro-Macaxeira quando era universitária e achava essa linha a top trend do subúrbio, a mais suburbana entre as linhas suburbanas do universo, venho percebendo que a Macaxeira é um dos bairros mais agradáveis do percurso 100% avenida Norte que é meu caminho cotidiano.
Meio que, assim, o lado B de Apipucos, a Macaxeira, pelo menos o trecho que consigo visualizar de dentro do carro, é arborizada, calma, tão bonitinha. E ainda tem aquela fábrica linda, que está acabada, mas ainda é linda e dá charme todo especial àquele trecho da cidade. O gov disse dia desses que a fábrica será um parque e também funcionará como escola técnica; assim seja. Morro de vontade de parar e entrar lá toda vez que passo na frente. Sei lá porque, convivo com uma atração irresistível por coisas e pessoas vintage. Devo ter alma velha, como diz minha avó espírita. Triste é quando a alma vai se encontrando com o corpo, num processo de adequação que... Aimeudeus.
36 - registro ao presentinho riqueza que ganhei das minhas meninas grandes no aniversário. As fofas compraram pra mim um vale massagem relaxante na Loccitane, que já é um ambiente relaxante per si, além de cheiroso e bonito que só. Tô em desespero pra gastar logo meu presente, mas me segurando e economizando a vontade até que o fim do ano esteja um poquito mais próximo. Será meu momento ritual de boas vindas a 2012. So good. :)
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Cumpleaños
Aniversário chegando e eu sigo em dúvida sobre o que fazer, se farei algo, ou se aproveitarei para celebrar em petit comitê, como diria a coleguinha Roberta Jungmann. Em casa, creio que darei um tempo nas recepções, visto que meu lar tão lindo anda precisando de um respiro. Foram muitas visitas, embaladas pela propaganda que eu mesma fiz dele. Não estou reclamando, aliás, apenas reconhecendo a minha necessidade, e da minha casinha, de recolhimento.
Deverei e quererei ver os amigos no cumpleaños, mas o formato, ainda está em aberto. A propósito, aquela minha intenção de conviver com os vizinhos, confraternizar com eles, visto que agora moro em casa (e ela é geminada), deu em nada, tenho que admitir. Continuo meio antissocial pra essas coisas, e quando passo da porta, tudo o que menos quero é ver vizinhos, muito menos que eles entrem comigo em casa... Fazer o quê?
A idade faz a gente aceitar as próprias limitações. Alguém me disse isso, já que não tenho idade para conviver com tal tipo de reflexão.
Deverei e quererei ver os amigos no cumpleaños, mas o formato, ainda está em aberto. A propósito, aquela minha intenção de conviver com os vizinhos, confraternizar com eles, visto que agora moro em casa (e ela é geminada), deu em nada, tenho que admitir. Continuo meio antissocial pra essas coisas, e quando passo da porta, tudo o que menos quero é ver vizinhos, muito menos que eles entrem comigo em casa... Fazer o quê?
A idade faz a gente aceitar as próprias limitações. Alguém me disse isso, já que não tenho idade para conviver com tal tipo de reflexão.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Irresistível
| Essa foto tinha que estar no blog da titia. Pense numa coisa mais linda do mundo! |
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Afe
Minha gente, não está sendo fácil, como já diziam Ana Rosa e Kátia, a cega. Será que agora o tema trânsito, além de tomar horas do meu dia quando estou no carro, também vai monopolizar os meus posts tão raros? Infelizmente, terei que registrar os momentos de horror que vivi ontem, nas ruas do nosso Recife. Tudo por causa de um jogo besta, pelamordedeus.
Eu e Luisa, uma das jornalistas da minha equipe, demoramos mais de uma hora entre o Recife Antigo e o Instituto Cervantes, no Derby, um trajetinho de 10 minutos, se muito. Morrendo de fome, nós duas jantamos um pacote de pipoca de engarramento - aliás, oportunidade de negócio pros empreendedores: vender coisinhas de comer mais interessantes que pipoca, e também alguma coisa de beber. Comidas de praia podem ser a inspiração. Bom, mas por enquanto, só os vendedores de pipoca tiveram visão empreendedora, e nos entalamos com elas mesmo, a seco.
Sete e quinze da noite, os torcedores do Náutico desciam dos ônibus no Capitão Temudo para ir a pé aos Aflitos. Fala sério, bem se vê que esse povo não frequenta o estádio do time deles - de Joana Bezerra pro Náutico é loooooonge, galera. Vi também muitos alvirrubros que nunca havia visto na vida, pessoas menos brancas e menos gordinhas que os torcedores do Náutico costumam ser. Onde estava esse povo? Mais adiante, grupos de homens corriam juntos, feito uma horda de bárbaros. Dava medo e pena, ao mesmo tempo. Como assim tanto esforço por causa de um jogo? Nunca alcançarei, e fico muito feliz por isso.
Pelo menos, o danado do Náutico ganhou e a gente não ficou com aquela sensação de "tanto sofrimento por nada". Não, minha gente, eu não torço pelo Náutico. Aliás, torço para o futebol ser abolido do planeta, mas creio que torço em vão. Afe.
Eu e Luisa, uma das jornalistas da minha equipe, demoramos mais de uma hora entre o Recife Antigo e o Instituto Cervantes, no Derby, um trajetinho de 10 minutos, se muito. Morrendo de fome, nós duas jantamos um pacote de pipoca de engarramento - aliás, oportunidade de negócio pros empreendedores: vender coisinhas de comer mais interessantes que pipoca, e também alguma coisa de beber. Comidas de praia podem ser a inspiração. Bom, mas por enquanto, só os vendedores de pipoca tiveram visão empreendedora, e nos entalamos com elas mesmo, a seco.
Sete e quinze da noite, os torcedores do Náutico desciam dos ônibus no Capitão Temudo para ir a pé aos Aflitos. Fala sério, bem se vê que esse povo não frequenta o estádio do time deles - de Joana Bezerra pro Náutico é loooooonge, galera. Vi também muitos alvirrubros que nunca havia visto na vida, pessoas menos brancas e menos gordinhas que os torcedores do Náutico costumam ser. Onde estava esse povo? Mais adiante, grupos de homens corriam juntos, feito uma horda de bárbaros. Dava medo e pena, ao mesmo tempo. Como assim tanto esforço por causa de um jogo? Nunca alcançarei, e fico muito feliz por isso.
Pelo menos, o danado do Náutico ganhou e a gente não ficou com aquela sensação de "tanto sofrimento por nada". Não, minha gente, eu não torço pelo Náutico. Aliás, torço para o futebol ser abolido do planeta, mas creio que torço em vão. Afe.
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