terça-feira, 23 de agosto de 2011
Ay, amor - por Caetano
Amor, yo sé que quieres llevarte mi ilusión
Amor, yo sé que puedes también llevarte mi alma
Pero, ay amor, si te llevas mi alma,
llévate de mí
también el dolor,
lleva en tí todo mi desconsuelo
y también mi canción de sufrir.
Ay amor, si me dejas la vida,
déjame también
el alma sentir;
si sólo queda en mi dolor y vida,
ay amor, no me dejes vivir.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Queimadura
Há coisas nesta vida que incomodam, incomodam muito mais. Mas, descobri que eu não tinha realmente ideia do que é incômodo até me queimar, hoje de manhã, com açúcar derretido, e ficar com meu polegar esquerdo todo deformado. Dói, minha gente, dói que só o cão. Agora, perto das 18h, uma enorme bolha horrorosa está instalada no meu dedão, e cada um me diz uma coisa.
Sabidos me garantem que vou ter que ir no médico estourar a bolha. Pode ser. Só sei que não vou dar o dedo para o cachorro lamber, como me sugeriram alguns amiguinhos que têm muito apreço por mim. Inclusive, não imaginava que senhores tão distintos, detentores do futuro da locomotiva do Nordeste, fossem adeptos de crendices e superstições. Nada como situações limite para trazer à tona a real das pessoas.
Enfim, estou sofrendo, mas como a dor física tende a ser sempre menor que as dores da alma, tento me consolar lembrando que, pelo menos neste último caso, está tudo dentro dos conformes.
Sabidos me garantem que vou ter que ir no médico estourar a bolha. Pode ser. Só sei que não vou dar o dedo para o cachorro lamber, como me sugeriram alguns amiguinhos que têm muito apreço por mim. Inclusive, não imaginava que senhores tão distintos, detentores do futuro da locomotiva do Nordeste, fossem adeptos de crendices e superstições. Nada como situações limite para trazer à tona a real das pessoas.
Enfim, estou sofrendo, mas como a dor física tende a ser sempre menor que as dores da alma, tento me consolar lembrando que, pelo menos neste último caso, está tudo dentro dos conformes.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Aventuras
Faz tanto tempo que não escrevo que já acumulei um monte de temas palpitantes. Vai ver, por isso mesmo, tudo palpita tanto ao mesmo tempo que faltou tempo pro blog. Mas vamos ao que importa:
1. Minha Alice, que fez aniversário domingo (parabéns, guapita), quase se aventurou junto às crianças aventureiras do Damas, e só não foi porque, na hora H, algo que dissemos - nós, os pais - serviu como freio. Não sei exatamente o quê, só sei que vou continuar com "blá, blá, blá", que é como a pequena classifica nossos sermões periódicos. Não na nossa frente, é claro;
2. Meu dileto e mais fiel leitor me pede pra traduzir o que eu postar em espanhol. Aposto que é charme, duvido que ele não tenha entendido os ditos de Carmen Amaya, protagonista de um de meus últimos posts. Ainda assim, poderia atendê-lo, mas tudo vai depender do seu bom comportamento. Ainda estou com crédito, aliás;
3. Feliz que uma das minhas amigas recém separadas já arrumou namorado, embora ela negue. Só sei que alguém que convida o outro pra ir à igreja está namorando, ou então estou mesmo há muito tempo fora do mercado pra entender os novos códigos dos relacionamentos atuais. Enrola outra, minha filha!
4. No momento, estou enferma como nunca. Uma gripe daquelas que nunca mais havia tido me pegou de jeito, e justo num momento em que não dá pra parar - aulas começando, novos projetos de trabalho se consolidando... Triste. Tô arrasada, mas CDF como sempre, tentando dar conta dos compromissos. Sábado, chegue, please!!!!!!
1. Minha Alice, que fez aniversário domingo (parabéns, guapita), quase se aventurou junto às crianças aventureiras do Damas, e só não foi porque, na hora H, algo que dissemos - nós, os pais - serviu como freio. Não sei exatamente o quê, só sei que vou continuar com "blá, blá, blá", que é como a pequena classifica nossos sermões periódicos. Não na nossa frente, é claro;
2. Meu dileto e mais fiel leitor me pede pra traduzir o que eu postar em espanhol. Aposto que é charme, duvido que ele não tenha entendido os ditos de Carmen Amaya, protagonista de um de meus últimos posts. Ainda assim, poderia atendê-lo, mas tudo vai depender do seu bom comportamento. Ainda estou com crédito, aliás;
3. Feliz que uma das minhas amigas recém separadas já arrumou namorado, embora ela negue. Só sei que alguém que convida o outro pra ir à igreja está namorando, ou então estou mesmo há muito tempo fora do mercado pra entender os novos códigos dos relacionamentos atuais. Enrola outra, minha filha!
4. No momento, estou enferma como nunca. Uma gripe daquelas que nunca mais havia tido me pegou de jeito, e justo num momento em que não dá pra parar - aulas começando, novos projetos de trabalho se consolidando... Triste. Tô arrasada, mas CDF como sempre, tentando dar conta dos compromissos. Sábado, chegue, please!!!!!!
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Faxina
Eita, que faxina agora é palavra da moda, depois que a presidenta resolveu inclui-la em suas atividades planaltianas. Eu, no momento estou faxinando o tempo todo, por obrigação mesmo. Estou jogando papéis fora, encaixotando livros, limpando o escritório. Já que vou me mudar, estou aproveitando pra fazer a limpeza tão necessária, e muitas vezes adiada, desta minha casa de professores. Boa parte dos meus fins de semana vem sendo dedicados a isso.
Num desses momentos, encontrei trabalhos meus do mestrado. Um deles, corrigido pelo professor Sebastién Joaquin, um canadense radicado no Brasil que dava aulas de literatura e psicanálise. Nesta época, cerca de dez anos atrás, eu estudava na UFPE e adorava essa disciplina - psicanálise é um tema que me encanta. Escrevi sobre alguns conceitos de Freud e Lacan, e aqueles papéis, com as considerações em vermelho feitas pelo professor Sebastién, causaram em mim uma emoção próxima da saudade, misturada com orgulho por ter recebido elogios dele, criatura pela qual tenho profunda admiração. Estes, não jogo fora de jeito nenhum.
Não sei dele, não sei nem se ele ainda está vivo, mas me lembro muito das três horas de aula que ele costumava dar, sem power point, sem nada. Eu me esforçava pra entendê-lo, por causa do seu sotaque carregado, e saía de lá cansada, mas satisfeita. O que prova que os recursos tecnológicos são maravilhosos, sim, mas um bom professor é bom e pronto, ainda que fale embaixo de uma árvore e risque o chão com um pedaço de carvão. Conteúdo e capacidade de transmiti-lo é o que importa, afinal.
Num desses momentos, encontrei trabalhos meus do mestrado. Um deles, corrigido pelo professor Sebastién Joaquin, um canadense radicado no Brasil que dava aulas de literatura e psicanálise. Nesta época, cerca de dez anos atrás, eu estudava na UFPE e adorava essa disciplina - psicanálise é um tema que me encanta. Escrevi sobre alguns conceitos de Freud e Lacan, e aqueles papéis, com as considerações em vermelho feitas pelo professor Sebastién, causaram em mim uma emoção próxima da saudade, misturada com orgulho por ter recebido elogios dele, criatura pela qual tenho profunda admiração. Estes, não jogo fora de jeito nenhum.
Não sei dele, não sei nem se ele ainda está vivo, mas me lembro muito das três horas de aula que ele costumava dar, sem power point, sem nada. Eu me esforçava pra entendê-lo, por causa do seu sotaque carregado, e saía de lá cansada, mas satisfeita. O que prova que os recursos tecnológicos são maravilhosos, sim, mas um bom professor é bom e pronto, ainda que fale embaixo de uma árvore e risque o chão com um pedaço de carvão. Conteúdo e capacidade de transmiti-lo é o que importa, afinal.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Vida que vem e que vai
Certa vez, meados do ano passado, escrevi um post falando sobre meus amigos que estavam em vias de casar. Os que casaram, credo, separaram todos. Alguns dos separados já estão por se casar novamente, alguns namoram, outros fingem que não namoram; há ainda os que estão avulsos, por aí, circulando. Vida que segue, mas que é pouco natural, lá isso é. Nenhum destes casais viveu junto por mais de um ano. Conheço seis pessoas (isso mesmo, seis) que compõem este grupo dos casamentos relâmpago.
Tenho conversado com alguma frequência com um amigo (que não faz parte do grupo citado anteriormente) que está querendo casar com alguém que já casou. Problema? Sem dúvida, mas, tal qual essas pessoas que casaram ano passado, a parte comprometida da relação parece que vai abandonar o atual barco e embarcar no barco do meu amigo. Ele assim espera e a conjuntura aponta pra isso. Detalhe: o casamento é recentíssimo. Mais um que acaba sem nem ter começado direito.
Moral da história: não adianta tentar remendar com casamento aquilo que o namoro já não conserta mais. A lição é velha mas a humanidade teima em não aprender... Começo a pensar que o atual namoro é equivalente ao velho casamento - antigamente, o povo achava que tinha que ficar junto até que a morte os separe, com ou sem alegria, e agora, quem namora há muito tempo acha que tem que casar, a qualquer preço. Quem disse?
Não julgo e não aconselho a não ser que seja solicitada, até porque argumentos equilibradamente construídos dirigidos a alguém que não está raciocinando de forma lógica não servem de nada. Mas que um pouquinho de reflexão economizaria montes de lágrimas e de grana, não resta dúvida. Mais alguns milênios e acho que a gente chega lá, amém.
Tenho conversado com alguma frequência com um amigo (que não faz parte do grupo citado anteriormente) que está querendo casar com alguém que já casou. Problema? Sem dúvida, mas, tal qual essas pessoas que casaram ano passado, a parte comprometida da relação parece que vai abandonar o atual barco e embarcar no barco do meu amigo. Ele assim espera e a conjuntura aponta pra isso. Detalhe: o casamento é recentíssimo. Mais um que acaba sem nem ter começado direito.
Moral da história: não adianta tentar remendar com casamento aquilo que o namoro já não conserta mais. A lição é velha mas a humanidade teima em não aprender... Começo a pensar que o atual namoro é equivalente ao velho casamento - antigamente, o povo achava que tinha que ficar junto até que a morte os separe, com ou sem alegria, e agora, quem namora há muito tempo acha que tem que casar, a qualquer preço. Quem disse?
Não julgo e não aconselho a não ser que seja solicitada, até porque argumentos equilibradamente construídos dirigidos a alguém que não está raciocinando de forma lógica não servem de nada. Mas que um pouquinho de reflexão economizaria montes de lágrimas e de grana, não resta dúvida. Mais alguns milênios e acho que a gente chega lá, amém.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Meu vestido novo
Quarta-feira passada, estava numa secura daquelas pra dançar. Arrumei minha sacolinha de baile, botei no carro e cheguei a comentar com as meninas - "eita, ainda bem que hoje vou dançar, tô em crise de abstinência (no sábado anterior não havia tido aula)". Eis que fui fazer um exame e a médica me disse que eu tinha que ficar de repouso o resto do dia. Nada de dança.
A secura triplicou, mas fui recompensada. Sábado, quando cheguei no Cervantes, Dani, uma das minhas companheiras de baile, estava com uma bolsa bonitinha nas mãos, toda sorrisos. "Nossos vestidos", ela disse, e eu me lembrei do figurino lindo que havíamos comprado pela internet. O vestido ficou um espetáculo, lindo de morrer, e eu vivi um daqueles momentos mulherzinha que às vezes me acomentem, quando uma roupa nova e linda vira a tradução da felicidade da pessoa.
Louca pela roupa, comentei com Dani: "acho que dá pra sair com ele por aí, né não? Tu achas que o povo vai achar estranho?" Pelo olhar dela... Arrisco nada.
A secura triplicou, mas fui recompensada. Sábado, quando cheguei no Cervantes, Dani, uma das minhas companheiras de baile, estava com uma bolsa bonitinha nas mãos, toda sorrisos. "Nossos vestidos", ela disse, e eu me lembrei do figurino lindo que havíamos comprado pela internet. O vestido ficou um espetáculo, lindo de morrer, e eu vivi um daqueles momentos mulherzinha que às vezes me acomentem, quando uma roupa nova e linda vira a tradução da felicidade da pessoa.
Louca pela roupa, comentei com Dani: "acho que dá pra sair com ele por aí, né não? Tu achas que o povo vai achar estranho?" Pelo olhar dela... Arrisco nada.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Sobreviviré, de Remedios Amaya
Yo tengo el ansia de la juventud
Tengo miedo lo mismo que tu
Y cada amanecer me derrumbo al ver la puta realidad
No hay en el mundo, no, nadie más frágil que yo.
Pelo acrílico, cuero y tacón
Maquillaje hasta en el corazón
Y al anochecer vuelve a florecer lúbrica la ciudad
No hay en el mundo, no, nadie más dura que yo
Debo sobrevivir, mintiéndome.
Taciturna me hundí en aquel bar
Donde un ángel me dijo al entrar:
'Ven y elévate como el humo azul,
no sufras más, amor'
Y desgarrándome, algo en mi vida cambió.
Sobreviviré
Buscaré un hogar entre los escombros de mi soledad
Paraiso extraño, donde no estás tu
Y aunque duela, quiero libertad, aunque me haga daño
Debo sobrevivir, mintiéndome.
Tengo miedo lo mismo que tu
Y cada amanecer me derrumbo al ver la puta realidad
No hay en el mundo, no, nadie más frágil que yo.
Pelo acrílico, cuero y tacón
Maquillaje hasta en el corazón
Y al anochecer vuelve a florecer lúbrica la ciudad
No hay en el mundo, no, nadie más dura que yo
Debo sobrevivir, mintiéndome.
Taciturna me hundí en aquel bar
Donde un ángel me dijo al entrar:
'Ven y elévate como el humo azul,
no sufras más, amor'
Y desgarrándome, algo en mi vida cambió.
Sobreviviré
Buscaré un hogar entre los escombros de mi soledad
Paraiso extraño, donde no estás tu
Y aunque duela, quiero libertad, aunque me haga daño
Debo sobrevivir, mintiéndome.
Assinar:
Postagens (Atom)