Yo tengo el ansia de la juventud
Tengo miedo lo mismo que tu
Y cada amanecer me derrumbo al ver la puta realidad
No hay en el mundo, no, nadie más frágil que yo.
Pelo acrílico, cuero y tacón
Maquillaje hasta en el corazón
Y al anochecer vuelve a florecer lúbrica la ciudad
No hay en el mundo, no, nadie más dura que yo
Debo sobrevivir, mintiéndome.
Taciturna me hundí en aquel bar
Donde un ángel me dijo al entrar:
'Ven y elévate como el humo azul,
no sufras más, amor'
Y desgarrándome, algo en mi vida cambió.
Sobreviviré
Buscaré un hogar entre los escombros de mi soledad
Paraiso extraño, donde no estás tu
Y aunque duela, quiero libertad, aunque me haga daño
Debo sobrevivir, mintiéndome.
terça-feira, 19 de julho de 2011
domingo, 17 de julho de 2011
Alegria
Chove, e o Recife está imerso num friozinho estranho, inusitado para os nossos padrões eternamente tropicais. A cidade obriga então a gente a estar coberto, circulando no interior de espaços fechados. O cenário é cinzento; melancólico, talvez, como os tons pastéis. Por aqui, no entanto, ando feliz, e as cores que me acompanham são fortes, solares. A semana teve saldo positivo, em vários aspectos. Mais não conto, até porque não sei o que mais (virá?). Bom é quando a gente se sente bem e só.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
Movies
Engraçado como alguns filmes são capazes de balançar nosso coreto, enquanto outros são tão absolutamente esquecíveis. Ontem, fui ver "Meia noite em Paris", de Woody Allen. Tão bonitinho, tão descompromissado, mas ao mesmo tempo exigente - se adolescentes aculturados forem assisti-lo, naquele esquema "vamos-ao-cinema-não-importa-o-filme", provavelmente "voarão" durante boa parte do tempo. Ainda assim, não é um filme cabeça, pelo contrário. É leve e deixa a gente enlouquecido pra ir a Paris, de preferência no próximo avião.
Outro dia, estava zapeando e dei de cara com "Uma linda mulher" começando, nos letreiros. "Eita, não lembrava desse início", pensei. E fui assistindo... Vi até o fim, com uma emoção renovada. As teorias mais conhecidas dizem que mulheres amam esse filme porque têm complexo de Cinderela e querem ser salvas pelo príncipe encantado. Eu diria que todo mundo gosta desse filme porque todo mundo passa por momentos na vida em que o que mais deseja é que o outro seja capaz de resolver todos os seus problemas. Felicidade 100% garantida, e com firma reconhecida. Quem não quer?
Outro dia, estava zapeando e dei de cara com "Uma linda mulher" começando, nos letreiros. "Eita, não lembrava desse início", pensei. E fui assistindo... Vi até o fim, com uma emoção renovada. As teorias mais conhecidas dizem que mulheres amam esse filme porque têm complexo de Cinderela e querem ser salvas pelo príncipe encantado. Eu diria que todo mundo gosta desse filme porque todo mundo passa por momentos na vida em que o que mais deseja é que o outro seja capaz de resolver todos os seus problemas. Felicidade 100% garantida, e com firma reconhecida. Quem não quer?
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Paradigmas
De uns tempos pra cá, venho convivendo, por causa de circunstâncias profissionais e não profissionais, com pessoas mais novas que eu, ou bem mais novas que eu. Moças e rapazes nascidos nos anos 80, com os quais convivo e aos quais quero bem.
É uma mudança de paradigma pra mim, que sempre fui acostumada ao contrário, a estar em meio a pessoas mais velhas que eu. O fato é que sempre me interessaram a maturidade, a experiência, a cultura que só se adquire com o tempo. Confesso que era (e talvez ainda seja) um tanto intolerante com excesso de juventude, mesmo aos 20 e poucos anos.
Conversando com eles, às vezes ainda me pego pensando - Cristo, será que esse povo já leu alguma coisa que não estava postada no facebook? Mas já admito que eles têm direito às leseiras, às conversas bobas, a viver as etapas que são, afinal, próprias da idade. Faço aqui, no entanto, uma ressalva: essa turminha que passa a ser a minha turminha em muitos momentos da semana é diferenciada, é inteligente, é capaz e sabe o que quer da vida. Infelizmente, são absoluta minoria.
É uma mudança de paradigma pra mim, que sempre fui acostumada ao contrário, a estar em meio a pessoas mais velhas que eu. O fato é que sempre me interessaram a maturidade, a experiência, a cultura que só se adquire com o tempo. Confesso que era (e talvez ainda seja) um tanto intolerante com excesso de juventude, mesmo aos 20 e poucos anos.
Conversando com eles, às vezes ainda me pego pensando - Cristo, será que esse povo já leu alguma coisa que não estava postada no facebook? Mas já admito que eles têm direito às leseiras, às conversas bobas, a viver as etapas que são, afinal, próprias da idade. Faço aqui, no entanto, uma ressalva: essa turminha que passa a ser a minha turminha em muitos momentos da semana é diferenciada, é inteligente, é capaz e sabe o que quer da vida. Infelizmente, são absoluta minoria.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Não disse?
Eu não disse que era uma questão de definir prioridades? Findou que, de quinta pra cá, consegui ver a minha fofucha sobrinha três vezes. Mesmo assim, trabalhei que só, participei de vários eventos profissionais, levei minhas filhotas, que estão de férias, na mc donald's...
Engraçado como os homens acham uma coisa dificílima dispersar a atenção por várias atividades distintas ao mesmo tempo. O que seria de nós se não fizéssemos isso? Morreríamos de angústia ou de exaustão. Desde sempre convivo com a necessidade de botar um olho no padre e outro na missa, como se diz, e acho que mesmo sem precisar não consigo mais agir diferente. E isso me vale, aleluia.
Uma vez um namorado meu, que tive aos 15 anos de idade, acabou o namoro porque "tinha que estudar pro vestibular". Obviamente, não aceitei aquilo, porque eu também tinha um monte de coisas pra fazer, inclusive estudar. Como assim? Naturalmente, ele não passou no tal vestibular e eu logo arrumei outro namorado - o que muito o chateou. Como assim? Homens são estranhos - depois falam que as mulheres é que são dissimuladas, que dizem uma coisa querendo dizer outra.
A tal criatura achava, depois me disseram, que eu ficaria esperando o vestibular passar (ou ele passar no vestibular), que isso estaria no subtexto do término do namoro, e arretou-se. Paciência. Mais uma vez, aviso aos navegantes: NÃO leio subtexto. Deixo a atividade para os linguistas. Mesmo que às vezes fique tentada a querer entender as tais entrelinhas, aprendi há muito tempo que não vale a pena - porque o que não se diz, no fim das contas, quase sempre tem a ver com o que não se quer ou não se tem coragem de realizar, de por em prática. Portanto, pra que saber?
Voltando ao começo e chegando aos finalmente deste post meio sem ritmo, registro a riqueza que é Ana Clara, para quem a tia dela sempre vai achar um jeito de ter tempo.
Engraçado como os homens acham uma coisa dificílima dispersar a atenção por várias atividades distintas ao mesmo tempo. O que seria de nós se não fizéssemos isso? Morreríamos de angústia ou de exaustão. Desde sempre convivo com a necessidade de botar um olho no padre e outro na missa, como se diz, e acho que mesmo sem precisar não consigo mais agir diferente. E isso me vale, aleluia.
Uma vez um namorado meu, que tive aos 15 anos de idade, acabou o namoro porque "tinha que estudar pro vestibular". Obviamente, não aceitei aquilo, porque eu também tinha um monte de coisas pra fazer, inclusive estudar. Como assim? Naturalmente, ele não passou no tal vestibular e eu logo arrumei outro namorado - o que muito o chateou. Como assim? Homens são estranhos - depois falam que as mulheres é que são dissimuladas, que dizem uma coisa querendo dizer outra.
A tal criatura achava, depois me disseram, que eu ficaria esperando o vestibular passar (ou ele passar no vestibular), que isso estaria no subtexto do término do namoro, e arretou-se. Paciência. Mais uma vez, aviso aos navegantes: NÃO leio subtexto. Deixo a atividade para os linguistas. Mesmo que às vezes fique tentada a querer entender as tais entrelinhas, aprendi há muito tempo que não vale a pena - porque o que não se diz, no fim das contas, quase sempre tem a ver com o que não se quer ou não se tem coragem de realizar, de por em prática. Portanto, pra que saber?
Voltando ao começo e chegando aos finalmente deste post meio sem ritmo, registro a riqueza que é Ana Clara, para quem a tia dela sempre vai achar um jeito de ter tempo.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Escrava sem perspectiva de desescravizar
O título do post parece pouco alvissareiro, e é mesmo. Estou a cada dia me sentindo mais besta e mais pobre coitada por causa do celular. La questión é que nem quando eu tenho direito (e quando não tenho, ora bolas?) consigo me desconectar do diabo desse telefone, porque acho que ele vai tocar a qualquer momento e tenho que estar atenta. Estou escravizada, e percebo isso mais fortemente a cada dia, nos feriados, fins de semana, à noite. Horas em que, a priori, eu poderia não ouvir alguma ligação e tudo bem.
Mas não fica tudo bem porque acho que pode ser alguma coisa importante. E eu sofro pensando que posso estar em dívida com alguém. Saco. Sempre é importante... pra criatura que está ligando, não pra mim. Pra mim, pode ser ou não importante, e mesmo assim aquele sonzinho do celular teima em tocar no meu ouvido mesmo quando ele está silencioso! Credo. Não gosto disso, de me sentir escravizada a alguma coisa ou situação. Gosto de ter o direito, mesmo que não venha a usá-lo.
Bom, no momento, importante pra mim é arrumar tempo pra ver minha fofíssima sobrinha. Está entre as minhas prioridades mais prioritárias no universo. Lembro que quando eu estava de licença de Alice, mais amadurecida que quando tive Júlia, pensava em como seria ótimo que as mães tivessem pelo menos um ano pra ficar com a sua criança, sem pensar em mais nada. Adoraria ter tido esse direito, porque nesse momento, quando ela era bebezinha, nada mais na vida me interessava. Com Ju eu queria provar que podia fazer tudo que fazia antes mesmo com filho, e corri mais que devia. Com Alice, eu só queria ficar com ela e só. Muito melhor.
Resumindo, tem o que é importante, o que é prioridade, e tem o celular. Este último aí precisa aprender direitinho qual é o lugar dele nas nossas vidas, e só quem pode ensiná-los somos nós mesmos. Tarefa difícil, mas muito necessária.
Mas não fica tudo bem porque acho que pode ser alguma coisa importante. E eu sofro pensando que posso estar em dívida com alguém. Saco. Sempre é importante... pra criatura que está ligando, não pra mim. Pra mim, pode ser ou não importante, e mesmo assim aquele sonzinho do celular teima em tocar no meu ouvido mesmo quando ele está silencioso! Credo. Não gosto disso, de me sentir escravizada a alguma coisa ou situação. Gosto de ter o direito, mesmo que não venha a usá-lo.
Bom, no momento, importante pra mim é arrumar tempo pra ver minha fofíssima sobrinha. Está entre as minhas prioridades mais prioritárias no universo. Lembro que quando eu estava de licença de Alice, mais amadurecida que quando tive Júlia, pensava em como seria ótimo que as mães tivessem pelo menos um ano pra ficar com a sua criança, sem pensar em mais nada. Adoraria ter tido esse direito, porque nesse momento, quando ela era bebezinha, nada mais na vida me interessava. Com Ju eu queria provar que podia fazer tudo que fazia antes mesmo com filho, e corri mais que devia. Com Alice, eu só queria ficar com ela e só. Muito melhor.
Resumindo, tem o que é importante, o que é prioridade, e tem o celular. Este último aí precisa aprender direitinho qual é o lugar dele nas nossas vidas, e só quem pode ensiná-los somos nós mesmos. Tarefa difícil, mas muito necessária.
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