segunda-feira, 2 de maio de 2011
Amor
Eu e a minha pequena estávamos no sofá, em idílio apaixonado. Eu disse a ela: "Li, quando tu crescer, tu ainda vai me amar assim?" E ela respondeu: "claro, mãe, você não sabe que amor não tem nada a ver com tamanho, nem se a pessoa é negra, ou feia? Amor tem a ver com a pessoa amar o outro". Vixi, que meu amor, já enorme, aumentou ainda mais.
domingo, 1 de maio de 2011
Mudança
Eita, que parece que estou num acampamento (experiência que, digo com orgulho, nunca vivenciei. Eu e a barraca de camping não temos mesmo nada a ver). Minha casa atual, onde moro (acampo), está atolada de caixas, por todos os lados. Um horror. A gente anda pulando as caixas.
O processo de mudança é mesmo angustiante. A gente fica numa ansiedade pra tudo ficar arrumado logo, e o pior é que, quanto mais caixas esvaziamos, mais aparecem outras. Parece que elas dão cria. Ok, estou indo pro meu sitiozinho (modo de falar, povo. Fato é que minha casinha nova fica um tantinho longe da civilização, pros meus padrões "perto de tudo"), uma escolha, um desejo. A casa está ficando uma lindeza. As meninas estão amando, terei mais espaço pros meus trecos, mas, ah, agonia! Ainda está tudo uma bagunça do cão.
Hoje, levamos uns livros pro escritório da casa nova, que, afinal, está pronto. Ainda falta um monte, mas já dá uma alegria na alma. Em compensação, quando voltei pro meu ap atual vi aquelas caixonas do ar condicionado split e lembrei que tenho que chamar os instaladores o quanto antes. E também chamar o pessoal que instala varais, e mandar consertar o freezer... Ai, meu Deus. É tanta coisa, e o dinheiro não acompanha. Estamos lisos, é claro. Quem não ficaria? Conta de casa á algo mais, nunca vi - tudo é mais de mil, dois mil é a faixa padrão de custo, e haja liseu.
Pior que todas as questões de ordem econômica, no entanto, é olhar pra essas caixas aqui na minha frente. Vou surtar, sonhando com caixas de papelão me engolindo. Me acordem quando estiver tudo arrumado, por favor.
O processo de mudança é mesmo angustiante. A gente fica numa ansiedade pra tudo ficar arrumado logo, e o pior é que, quanto mais caixas esvaziamos, mais aparecem outras. Parece que elas dão cria. Ok, estou indo pro meu sitiozinho (modo de falar, povo. Fato é que minha casinha nova fica um tantinho longe da civilização, pros meus padrões "perto de tudo"), uma escolha, um desejo. A casa está ficando uma lindeza. As meninas estão amando, terei mais espaço pros meus trecos, mas, ah, agonia! Ainda está tudo uma bagunça do cão.
Hoje, levamos uns livros pro escritório da casa nova, que, afinal, está pronto. Ainda falta um monte, mas já dá uma alegria na alma. Em compensação, quando voltei pro meu ap atual vi aquelas caixonas do ar condicionado split e lembrei que tenho que chamar os instaladores o quanto antes. E também chamar o pessoal que instala varais, e mandar consertar o freezer... Ai, meu Deus. É tanta coisa, e o dinheiro não acompanha. Estamos lisos, é claro. Quem não ficaria? Conta de casa á algo mais, nunca vi - tudo é mais de mil, dois mil é a faixa padrão de custo, e haja liseu.
Pior que todas as questões de ordem econômica, no entanto, é olhar pra essas caixas aqui na minha frente. Vou surtar, sonhando com caixas de papelão me engolindo. Me acordem quando estiver tudo arrumado, por favor.
domingo, 24 de abril de 2011
Pecado
Comprei um livro sui generis. O título: "Meu destino é pecar". Autor: Suzana Flag (pseudônimo de Nelson Rodrigues quando escrevia para um jornal, cujo nome não me lembro agora. Ele escrevia essa historinha em capítulos, e só sei que a tiragem do jornal aumentou de 3 mil para 30 mil exemplares diários na época). Pense numa história rocambolesca, cheia de amores complicados, brigas de família e frases de efeito.
Passei um pouco da metade do livro, e desconfio que ainda serei pega em reviravoltas supreendentes. Por enquanto, a história anda assim: há uma personagem, já morta (ou pelo menos aparentemente morta), que conduz toda a história, assombrando os vivos com sua lembrança. A pobre teria morrido estraçalhada por cachorros selvagens, e paira a desconfiança na família de que foi o viúvo que soltou os animais na bichinha, motivado por ciúmes do irmão, um homem belíssimo, quiçá irresistível. As mulheres matam e morrem por causa do bonitão. Agora imagem o povo carioca lendo isso no café da manhã. Muitcho bom.
Tem mais: o viúvo é manco - ficou assim ao tentar salvar a mulher dos cachorros (ainda não descobri se ele fez isso mesmo ou se está sendo injustiçado). O danado virou alcoolatra, e casou-se de pirraça com uma moça feiosinha cujo pai, de caráter duvidoso, a obrigou a casar-se para não ir preso. O manco é rico e livrou a cara do sogro da cadeia. Embora não goste da moça, não quer que ela se engrace do irmão, mas é claro que ela se apaixonou por ele - pelo irmão bonitão - assim que o viu.
A irmã da moça feiosinha perdeu uma perna num acidente, e também se apaixonou pelo cara lindo. No meio da confusão, há uma mulher, lindíssima, que vive numa casa no meio do mato, isolada de tudo e de todos, e recebe a visita do bonitão todas as noites. Só um empregado que cuida dela e o padre da cidade sabem da sua existência. Não por acaso, a lindona está surtando, endoidando aos poucos, ao perceber que o gato está perdendo o interesse nela. Ele agora está a fins da nova mulher do irmão manco, só pra não perder o costume. Afe.
E eu ainda estou no meio da história. Carrego comigo algumas desconfianças sobre como se dará o desenrolar da trama, e uma certeza: esse Nelson Rodrigues era realmente sensacional.
Passei um pouco da metade do livro, e desconfio que ainda serei pega em reviravoltas supreendentes. Por enquanto, a história anda assim: há uma personagem, já morta (ou pelo menos aparentemente morta), que conduz toda a história, assombrando os vivos com sua lembrança. A pobre teria morrido estraçalhada por cachorros selvagens, e paira a desconfiança na família de que foi o viúvo que soltou os animais na bichinha, motivado por ciúmes do irmão, um homem belíssimo, quiçá irresistível. As mulheres matam e morrem por causa do bonitão. Agora imagem o povo carioca lendo isso no café da manhã. Muitcho bom.
Tem mais: o viúvo é manco - ficou assim ao tentar salvar a mulher dos cachorros (ainda não descobri se ele fez isso mesmo ou se está sendo injustiçado). O danado virou alcoolatra, e casou-se de pirraça com uma moça feiosinha cujo pai, de caráter duvidoso, a obrigou a casar-se para não ir preso. O manco é rico e livrou a cara do sogro da cadeia. Embora não goste da moça, não quer que ela se engrace do irmão, mas é claro que ela se apaixonou por ele - pelo irmão bonitão - assim que o viu.
A irmã da moça feiosinha perdeu uma perna num acidente, e também se apaixonou pelo cara lindo. No meio da confusão, há uma mulher, lindíssima, que vive numa casa no meio do mato, isolada de tudo e de todos, e recebe a visita do bonitão todas as noites. Só um empregado que cuida dela e o padre da cidade sabem da sua existência. Não por acaso, a lindona está surtando, endoidando aos poucos, ao perceber que o gato está perdendo o interesse nela. Ele agora está a fins da nova mulher do irmão manco, só pra não perder o costume. Afe.
E eu ainda estou no meio da história. Carrego comigo algumas desconfianças sobre como se dará o desenrolar da trama, e uma certeza: esse Nelson Rodrigues era realmente sensacional.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Pausa
Quero dizer a todos que, após minha incursão sertaneja, passei algumas horas internada em um salão de beleza e depois num spa urbano. Tudo para não decepcionar meu querido (e fiel leitor) secretário de planejamento e gestão, que me credita a pecha de fina e fofa, tal qual as daminhas das colunas sociais. Só pra não tirar sua razão, dear Alex, joguei-me nos tratamentos estéticos durante longas e deliciosas quatro horas.
Quero dizer a todos, mais uma vez, que depois de uma manicure/pedicure caprichadíssima, entrei no spa da L'occitane, no Paço Alfândega, para fazer uma limpeza de pele super supra sumo. Pelo preço, tinha que ser muito boa mesmo. E não é que é uma maravilha? O tratamento, por si só, funciona de verdade, e as frescurinhas ao longo do processo são tudo o que há de melhor.
Roupão, chinelinho, meia luz, massagem, bebidinhas, etc e tal - pense num momento mulherzinha. Pela descrição, parece encontro romântico, e até pode ser considerado assim - a date with myself. O fato é que essas horinhas em minha vida fizeram toda a diferença. Saí do Paço às 21h, feliz da vida, e fui encontrar duas amigas (uma delas mora nos EUA e eu não a via há um tempão) num restaurante perto de casa. Comemos comidinhas frescas e entornamos uns copinhos, como diz meu outro amigo Alex, desta vez o Gabriel. Foi um dia delícia.
Quero dizer a todos, mais uma vez, que depois de uma manicure/pedicure caprichadíssima, entrei no spa da L'occitane, no Paço Alfândega, para fazer uma limpeza de pele super supra sumo. Pelo preço, tinha que ser muito boa mesmo. E não é que é uma maravilha? O tratamento, por si só, funciona de verdade, e as frescurinhas ao longo do processo são tudo o que há de melhor.
Roupão, chinelinho, meia luz, massagem, bebidinhas, etc e tal - pense num momento mulherzinha. Pela descrição, parece encontro romântico, e até pode ser considerado assim - a date with myself. O fato é que essas horinhas em minha vida fizeram toda a diferença. Saí do Paço às 21h, feliz da vida, e fui encontrar duas amigas (uma delas mora nos EUA e eu não a via há um tempão) num restaurante perto de casa. Comemos comidinhas frescas e entornamos uns copinhos, como diz meu outro amigo Alex, desta vez o Gabriel. Foi um dia delícia.
domingo, 3 de abril de 2011
Andanças pelo sertão
Acabo de chegar de uma viagem ao sertão. Fui a trabalho, acompanhando o governo estadual nos seminários do programa Todos por Pernambuco. Apesar do calor (eita, terra quente!), a experiência foi das mais interessantes. Foi muito bonito ver uma enorme quantidade de pessoas se mobilizando para participar da construção das políticas públicas em suas regiões, de forma qualificada, na maioria das vezes espontânea. O povo sertanejo já nasce sabendo ser cidadão, é uma coisa impressionante de se ver.
As pessoas chegavam, faziam seu credenciamento, falavam. Com conhecimento de causa, com responsabilidade, ajudando assim o governo a não errar, ou a errar menos. Os que estão ocupando as cadeiras tiveram que exercitar a humildade, aprendendo na prática que quem sabe melhor das necessidades é quem passa por elas no dia a dia. Todo mundo ganhou, no fim das contas.
Bonito também foi ver que toda aquela mobilização só aconteceu porque as pessoas têm confiança, confiança que a participação delas vai ser levada em consideração, que elas não vão falar à toa. Lindo demais perceber que o compromisso levado a sério é o maior valor que devemos buscar - o retorno vem em forma de reconhecimento, expresso no olhar, no trabalho voluntário daquela gente toda reunida. Que riqueza.
As pessoas chegavam, faziam seu credenciamento, falavam. Com conhecimento de causa, com responsabilidade, ajudando assim o governo a não errar, ou a errar menos. Os que estão ocupando as cadeiras tiveram que exercitar a humildade, aprendendo na prática que quem sabe melhor das necessidades é quem passa por elas no dia a dia. Todo mundo ganhou, no fim das contas.
Bonito também foi ver que toda aquela mobilização só aconteceu porque as pessoas têm confiança, confiança que a participação delas vai ser levada em consideração, que elas não vão falar à toa. Lindo demais perceber que o compromisso levado a sério é o maior valor que devemos buscar - o retorno vem em forma de reconhecimento, expresso no olhar, no trabalho voluntário daquela gente toda reunida. Que riqueza.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Tempo, tempo, tempo
Registro o aniversário de algumas pessoas queridas, que concentraram-se nestes meses de fevereiro e março. Aniversário faz a gente contar a passagem do tempo, cada vez mais acelerada nessa época em que tudo é pra ontem. Acontece que ontem já era, e essa correria imprime na gente uma sensação de eterna "dívida", de débito com nossos familiares, amigos, chefes...
Enfim, o jeito é ir se adaptando, concluindo as tarefas da melhor forma possível, tentando se equilibrar entre as diversas demandas do dia a dia e as nossas, particulares. Corro aqui pra dar conta desse singelo blog, e para dar conta dos meus caros e poucos leitores. Poucos, mas qualificados, ora pois.
Rumo (eu) a uma viagem física, que começa no fim do mês, e a outra, mais "conceitual", por assim dizer, que vem se materializando aos poucos. Depois conto mais.
Enfim, o jeito é ir se adaptando, concluindo as tarefas da melhor forma possível, tentando se equilibrar entre as diversas demandas do dia a dia e as nossas, particulares. Corro aqui pra dar conta desse singelo blog, e para dar conta dos meus caros e poucos leitores. Poucos, mas qualificados, ora pois.
Rumo (eu) a uma viagem física, que começa no fim do mês, e a outra, mais "conceitual", por assim dizer, que vem se materializando aos poucos. Depois conto mais.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Provérbio mexicano
"A la mesa y a la cama sólo una vez se llama". Este proverbiozinho bonitinho achei numa revista de decoração (ando às voltas com coisas de decoração. Aliás, respiro cimento, cerâmica, Tupan, Dellano e Ferreira Costa). É mexicano e muito sábio. Acho uma delícia ficar reparando como a cultura dos lugares se traduz em palavras e expressões, e, em outra língua, esse reparo se torna ainda mais interessante.
Coisiquitas que são ditas desse jeito fazem a gente refletir - como nunca pensei nisso assim? E botar um sorriso no canto da boca. A propósito do sorriso, brinquei um carnaval surpreendentemente tranquilo e divertido esse ano. Inclusive levando as crianças em dois dos dias de folia. Por incrível que pareça, deu tudo certo, apesar de um pé torcido (o meu) no sábado, em Olinda.
Júlia, a pré-adolescente, disse que o carnaval "não foi assim tão ruim", o que vindo dela significa que foi maravilhoso. E Alice, la pequeñita, mesmo imitando a irmã, não conseguiu não se divertir. Educação é assim: a gente insiste, insiste, insiste mais um pouco, até que um dia pega.
Coisiquitas que são ditas desse jeito fazem a gente refletir - como nunca pensei nisso assim? E botar um sorriso no canto da boca. A propósito do sorriso, brinquei um carnaval surpreendentemente tranquilo e divertido esse ano. Inclusive levando as crianças em dois dos dias de folia. Por incrível que pareça, deu tudo certo, apesar de um pé torcido (o meu) no sábado, em Olinda.
Júlia, a pré-adolescente, disse que o carnaval "não foi assim tão ruim", o que vindo dela significa que foi maravilhoso. E Alice, la pequeñita, mesmo imitando a irmã, não conseguiu não se divertir. Educação é assim: a gente insiste, insiste, insiste mais um pouco, até que um dia pega.
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