Depois de cumprir uma tarefa profissional importante (e de ter dado tudo certo, amém), eu, meio adoentada, resolvi descansar um pouco pra ver se a virose largava de mim mais rápido. Doencinha antes do carnaval, ninguém merece. Bom.
Antes de ir pra casa, porém, dei uma passada no supermercado pra comprar umas coisinhas e fazer uma sopa. Como sempre quando vamos ao supermercado, foram mais sacolas do que eu pensava - lanche das meninas, umas carnes, pão, lá vai. Havia estacionado o carro meio longe porque pensei que ia poder levar as sacolas nas mãos.
Sem poder levar o carrinho de compras pra perto do meu carro nem tampouco deixá-lo sozinho, comecei a encher os braços com sacolas. Homens perto de mim nem tchuns - antigamente, garanto que o help vinha fácil. Certa hora, um vendedor ambulante disse a um colega - "fulano, ajuda ela", e o rapaz veio me ajudar.
Ele me ajudou a por as sacolas na mala do carro, e eu vi um saquinho no chão. Eu disse: "eita, faltou essa". Ele, bem desconfiado, falou: "essa é minha, fui eu que comprei", e já ia me mostrando a nota. Eu absolutamente não achei que ele queria roubar nada meu, pensei mesmo que a sacola tinha caído. Fiquei tão triste por ele pensar assim, e mais triste ainda pelas relações entre as pessoas estarem desse jeito, tão cheias de desconfiança.
O coitado talvez já tenha vivido situações em que desconfiaram dele, ou, talvez também, já tenha até mesmo roubado alguma coisa um dia na vida. O fato é que eu não sei de nada sobre sua vida e não o estava julgando previamente. Naquela hora ele estava me ajudando, e eu estava sendo ajudada. Só. Os discursos não-ditos podem ter feito com que ele me achasse uma nojenta, o que é uma pena pra nós dois e pro mundo.
A gentileza, de novo, perdeu espaço... Que puxa.
terça-feira, 1 de março de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Learning
Estou estudando inglês. Já não era sem tempo! Sem contato mais profundo com a língua universal há anos, achei que ia voltar pro the book is on the table. Qual my surprise ao começar aulas decentes, com uma professora decente, e entender tudo o que ela diz, e conseguir me expressar razoavelmente - embora ainda comentendo muitas agressões gramaticais, problema que pretendo sanar o quanto antes.
Descobri - ou lembrei - que aprender uma nova língua é um processo que segue mais ou menos os mesmos trâmites, e que a linguagem é uma coisa muito cara e familiar pra mim. Seja qual for o idioma. Ando encantada com a gramática, com os dizeres, com a pronúncia, com as novas palavras que aprendo a cada aula. O movimento CDF toma conta de mim mais uma vez, e me esforço pra estudar sempre que meu escassíssimo tempo permite, o que termina sendo mais um prazer que uma obrigação.
Neste fim de semana, assisti a Sex and the City com as legendas in english, do jeito que a professora mandou. Tô em busca de ampliar meu vocabulário novaiorquino para seguir em temporada por lá. Pense numa chiqueza. I love NY!
Descobri - ou lembrei - que aprender uma nova língua é um processo que segue mais ou menos os mesmos trâmites, e que a linguagem é uma coisa muito cara e familiar pra mim. Seja qual for o idioma. Ando encantada com a gramática, com os dizeres, com a pronúncia, com as novas palavras que aprendo a cada aula. O movimento CDF toma conta de mim mais uma vez, e me esforço pra estudar sempre que meu escassíssimo tempo permite, o que termina sendo mais um prazer que uma obrigação.
Neste fim de semana, assisti a Sex and the City com as legendas in english, do jeito que a professora mandou. Tô em busca de ampliar meu vocabulário novaiorquino para seguir em temporada por lá. Pense numa chiqueza. I love NY!
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Fator pós-recreio
Júlia, minha filha mais velha (11 anos), explicava ontem porque, na sua escola, as meninas se sentavam de um lado, e os meninos de outros, como se fossem inimigos. Respondendo à pergunta do pai, ela disse: "pai, é que existe o fator pós-recreio". Ele, naturalmente, perguntou de que se tratava o tal fator e ela respondeu: "depois do recreio, os meninos chegam na sala muito sujos, suados s fedidos". Ah, tá.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Das surpresas da vida
Nem tudo o que a gente admite socialmente nos surpreender é, de fato, tão surpreendente assim. Na maioria das vezes, as pistas estavam lá, quase claras, e a gente meio sem vontade ou disposição de enxergá-las... O fato é que, quando a bomba estoura, a primeira reação é de espanto. Um espanto meio fake, afinal, porque, vamos combinar, a gente de alguma forma já sabia.
E agora? Disposição para enfrentar o problema ou preguiça de ter que voltar a uma situação que já se achava resolvida (ao menos na cabeça dos desavisados)? Caminhar, andar pra frente, tirar os esqueletos do armário e seguir desfazendo os nós e derrubando os obstáculos: é assim que tem que ser, no fim das contas. Adelante.
E agora? Disposição para enfrentar o problema ou preguiça de ter que voltar a uma situação que já se achava resolvida (ao menos na cabeça dos desavisados)? Caminhar, andar pra frente, tirar os esqueletos do armário e seguir desfazendo os nós e derrubando os obstáculos: é assim que tem que ser, no fim das contas. Adelante.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Carnaval está chegando
Soube, dia desses, que tenho um leitor peruano. Ele se chama Javier, e disse que me encontrou navegando por aí. Gostou do que leu, e resolveu me escrever. Por ele, e por todos os outros estrangeiros que porventura passeiem por aqui, este post é pra falar da lindeza que é a chegada do carnaval em Pernambuco. Se puderem, visitem-nos. Vocês não vão se arrepender.
Trabalho agora olhando para a praça do Arsenal, no Recife Antigo, um grande ponto de encontro de troças, agremiações e blocos. Sorte a minha. Na rua do Bom Jesus, há uma lojinha de artigos carnavalescos. É pra turista, ok, mas lembra a gente o tempo todo que a folia está batendo à porta, e que é pra começar a brincar.
Os emails marcando as festinhas começam a passar de endereço em endereço, a gente vai se animando, comprando as fantasias... Festa boa, com gente boa, numa terra boa. Melhor é impossível.
Trabalho agora olhando para a praça do Arsenal, no Recife Antigo, um grande ponto de encontro de troças, agremiações e blocos. Sorte a minha. Na rua do Bom Jesus, há uma lojinha de artigos carnavalescos. É pra turista, ok, mas lembra a gente o tempo todo que a folia está batendo à porta, e que é pra começar a brincar.
Os emails marcando as festinhas começam a passar de endereço em endereço, a gente vai se animando, comprando as fantasias... Festa boa, com gente boa, numa terra boa. Melhor é impossível.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Ano Novo
Mais de quinze dias sem escrever, afe! Início de ano já costuma ser corrido, e este então... Tá uma agonia. Trabalho novo, novas e maiores responsabilidades. Importante, porque tira a gente da zona de conforto, como diz um amigo meu. O conforto, aliás, é uma delícia até a hora em que se torna entediante, por isso, nada melhor que uma sacudida na vida pra ela ter mais graça.
Mudanças, a propósito, carregam em si um simbolismo que se confunde com o próprio movimento vital. Estamos mudando o tempo todo, embora vivamos numa ilusão de permanência que nos dá equilíbrio, nos garante alguma sensação de segurança. Eterna queda de braço entre a vertigem que traz o novo e a paz que dá o que é familiar. Quem ganha?
2011 promete ser um ano de muitas novidades.
Mudanças, a propósito, carregam em si um simbolismo que se confunde com o próprio movimento vital. Estamos mudando o tempo todo, embora vivamos numa ilusão de permanência que nos dá equilíbrio, nos garante alguma sensação de segurança. Eterna queda de braço entre a vertigem que traz o novo e a paz que dá o que é familiar. Quem ganha?
2011 promete ser um ano de muitas novidades.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Com saudades, sem tristeza
Eita, que tantas mudanças! Há um tempo não escrevo, porque a correria anda grande, o momento é de ajustes e adequações. Estou chegando para atualizar os leitores, e também pra falar para os queridos com os quais vou conviver menos, a partir de agora.
Dizer a toda a gente seplaguiana que foi um prazer e um privilégio trabalhar com eles - não é à toa que hoje temos dois secretários no governo, ambos top top, the very best. Os que vieram conosco para a nova empreitada certamente condordam que a Seplag foi uma escola para todos nós e, no meu caso, particularmente, o Nicom também.
Deixo um enorme beijo aos amigos que fiz, que, como amigos que são, permanecerão próximos, ainda que a geografia não nos permita estar juntos fisicamente o tempo todo. Estou muito animada com os desafios que não param de chegar, e me preparando para enfrentá-los da melhor maneira. Muito trabalho e muita sorte pra gente, que sorte nunca é demais.
Dizer a toda a gente seplaguiana que foi um prazer e um privilégio trabalhar com eles - não é à toa que hoje temos dois secretários no governo, ambos top top, the very best. Os que vieram conosco para a nova empreitada certamente condordam que a Seplag foi uma escola para todos nós e, no meu caso, particularmente, o Nicom também.
Deixo um enorme beijo aos amigos que fiz, que, como amigos que são, permanecerão próximos, ainda que a geografia não nos permita estar juntos fisicamente o tempo todo. Estou muito animada com os desafios que não param de chegar, e me preparando para enfrentá-los da melhor maneira. Muito trabalho e muita sorte pra gente, que sorte nunca é demais.
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