Sexta-feira, fui à escola das meninas pra um evento do dia das mães. Ju já é uma mocinha, não pago mais mico por causa dela. Já Alice, que tem quatro anos, é uma criancinha que adora ver a mãe viver momentos constrangedores em datas festivas. Bom. Fui ao colégio, cedinho, e lá, nós, mães, tínhamos que representar (como atrizes, bem entendido) uma historinha que a professora ia contar.
Construímos figurinos junto com as crianças e eu, pasmem, tive que me "vestir" de taturana. Pense numa coisa difícil que é conseguir fazer uma fantasia de taturana com papel crepom. Mas a gente se virou, eu e Lili, e lá fui eu, representar a taturana da história. Pela alegria de Alice, acho que me saí bem. Ela adorou tudo, e tive que me render à idéia da professora, que a princípio tinha achado de uma imbecilidade sem precedentes. Mas as crianças tem uma lógica particular, e, no fim das contas, fiquei muito contente em presenciar a alegria da minha pequena.
A gente nunca sabe até onde pode chegar quando vira mãe, portanto... felicidades, colegas! Quem sabe o que nos espera no ano que vem?
domingo, 9 de maio de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Um dia chego lá
Coisa mais linda este trecho de espetáculo. Descobri por acaso, e fiquei impressionada com a presença cênica das meninas bailaoras, com os movimentos de tronco e com a expressividade delas. Compartilho com vocês, leitores.
http://www.youtube.com/watch?v=ZPQYIQ1UyeE&feature=channel
http://www.youtube.com/watch?v=ZPQYIQ1UyeE&feature=channel
quinta-feira, 6 de maio de 2010
06 de maio, que dia desnecessário
Apesar da vitória do Sport (comovo-me muito pouco com futebol, portanto...), o dia hoje amanheceu cinza. Aborreci-me na faculdade, tive que fazer feira na hora do almoço, almocei correndo, maior calor, gastei muita grana no Bompreço, paguei um cartão super caro e enfrentei fila na casa lotérica (pode isso?), meu elástico de cabelo quebrou, estraguei uma folhinha de zona azul, vi gente que não queria ver, aborreci-me à tarde no Recife velho, fui na livraria Cultura e o livro que eu queria não existe, a editora não mais o editará. Quer mais? O dia ainda não acabou. Vou dar aula à noite, 20h30 às 22h. Daqui pra lá, muitas desgraças ainda poderão acontecer. Vade retro.
Creio que a TPM contribuiu para piorar um pouco o conjunto da obra. Aposto que até pessoas com quadro terminal de depressão fatal estão mais felizes que eu hoje. Daqui a pouco vou CORRENDO dançar pra ver se a nuvem vai embora. Outras coisas também poderiam ir embora, pra variar. Pensando bem, além do dia, das coisas, dos eventos, há pessoas que também são desnecessárias. Até eu, hoje, estou descenessária para mim mesma. Vou dormir cedo. Credo.
Creio que a TPM contribuiu para piorar um pouco o conjunto da obra. Aposto que até pessoas com quadro terminal de depressão fatal estão mais felizes que eu hoje. Daqui a pouco vou CORRENDO dançar pra ver se a nuvem vai embora. Outras coisas também poderiam ir embora, pra variar. Pensando bem, além do dia, das coisas, dos eventos, há pessoas que também são desnecessárias. Até eu, hoje, estou descenessária para mim mesma. Vou dormir cedo. Credo.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Das invejas que eu tenho
A inveja não é um bom sentimento, verdade. Em muitos momentos, no entanto, não dá pra escapar - quando você se dá conta, pronto, está mortinho de inveja. Admitir isso é o primeiro passo para que esta verdade não se torne um problema. Afinal, em todos nós falta algo, claro, e é isso que nos torna únicos.
Seguem as invejas da minha lista:
1. de quem fala inglês fluente;
2. de quem tem abdomem forte (não com gominhos, apenas forte);
3. de quem sabe fazer piruetas perfeitas;
4. de quem tem peitos médios (os meus são mini);
5. de quem fala francês, mesmo que não fluente;
6. de quem já pagou todas as prestações do carro;
7. de quem mora em casa com jardim e quintal;
8. de quem já fez doutorado;
9. de quem sabe cantar bonito;
10. de quem é organizado;
11. de quem tem pele ótima;
12. de quem tem sobrinhos;
13. de quem corre;
14. de quem abre escala;
15. (...)
Tá bom, né? Não lembro de todas. But, garanto que não boto olho gordo em ninguém.
Seguem as invejas da minha lista:
1. de quem fala inglês fluente;
2. de quem tem abdomem forte (não com gominhos, apenas forte);
3. de quem sabe fazer piruetas perfeitas;
4. de quem tem peitos médios (os meus são mini);
5. de quem fala francês, mesmo que não fluente;
6. de quem já pagou todas as prestações do carro;
7. de quem mora em casa com jardim e quintal;
8. de quem já fez doutorado;
9. de quem sabe cantar bonito;
10. de quem é organizado;
11. de quem tem pele ótima;
12. de quem tem sobrinhos;
13. de quem corre;
14. de quem abre escala;
15. (...)
Tá bom, né? Não lembro de todas. But, garanto que não boto olho gordo em ninguém.
domingo, 2 de maio de 2010
Adaptando o pedido de Bruno
Meu aluno Bruno me pede pra falar de Elisa Lucinda, poetisa. Resolvi fazer melhor que isso. Transcrevo abaixo um trecho da poesia "A chegada do amor", de sua autoria. O texto é simples, direto, objetivo, e diz, assim, tudo que é necessário. Olhaê:
Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.
Sempre quis um amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.
Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.
Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.
(...)
Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.
Sempre quis um amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.
Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.
Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.
(...)
quarta-feira, 28 de abril de 2010
O ministro é que tem razão
Engraçado como as pessoas ainda se relacionam com o tema "sexo" de forma tão pouco natural. Por estes dias, o pobre do Ministro da Saúde foi alvo de críticas, mais ou menos sérias, por ter comentado, numa frase com outros dez itens, que transar pode ser bom pra saúde. A cartilha que falava de sexo para crianças e tocava em questões relacionadas ao prazer, foi retirada das escolas do Recife porque as famílias não gostaram de seu conteúdo. Não conheço o livro e não tenho opinião sobre ele, mas pra que tanta celeuma? Muitos pais ainda acham que explicar sexo às crianças é apenas falar de reprodução e doença. Como se as emoções não estivessem em primeiro plano e o prazer fosse crime.
Ouvi também, andando por aí e escutando conversas alheias quase sem querer, homens casados comentando que preferem fazer sexo com prostitutas, pois assim não "complicam" as coisas. Provavelmente porque as esposas não participam de algum desvio da norma padrão que os tais curtem. Ou talvez porque o tal "amor" inviabiliza, na cabeça dessas pessoas, o contato físico sem censura. Como assim, Bial? E aí, surge a pergunta que não quer calar: alguém questionou se as amadas, mulheres ou namoradas, topavam entrar na "brincadeira"? Duvido. Assim caminha a humanidade, num descompasso que só existe porque o povo leva muito a sério tudo o que diz respeito ao tema (sexualidade).
Falar sobre e/ou fazer sexo configura-se deste jeito, pra muita gente: ou é uma questão complexa, revestida de um caráter quase ritualístico, sagrado, ou é uma coisa profana ao extremo, teatralizada, travestida de moderna enquanto se esconde atrás de risinhos babacas e despropositados, exibicionismo e mentiras deslavadas. Mais uma vez, repito: falta naturalidade, e esta ausência abre caminho para as pervesões, estas, sim, um problema. Perversão, neste caso, entendida como qualquer coisa que não seja consensual ou envolva pessoas incapazes de fazer suas próprias escolhas. O resto, se é de comum acordo, diz respeito apenas aos interessados. Sexo é apenas uma parte da vida, nem mais, nem menos, ó, céus.
Infelizmente, ainda não conseguimos chegar a este entendimento, mas espero estar por aqui quando o cenário começar a mudar (de fato - não de mentirinha). Adorei quando vi, no programa "Os Normais", uma personagem feliz da vida porque os homens que transavam com ela contavam o feito pra todo mundo, e isso significava que ela era uma mulher desejável. É uma caricatura do que costuma acontecer na vida real, mas reflete uma situação interessante, em que a mulher deixa de se preocupar tanto com a reputação e passa a dar conta das suas necessidades (sim, gente, transar é necessidade básica do ser humano) sem hipocrisia.
Ouvi também, andando por aí e escutando conversas alheias quase sem querer, homens casados comentando que preferem fazer sexo com prostitutas, pois assim não "complicam" as coisas. Provavelmente porque as esposas não participam de algum desvio da norma padrão que os tais curtem. Ou talvez porque o tal "amor" inviabiliza, na cabeça dessas pessoas, o contato físico sem censura. Como assim, Bial? E aí, surge a pergunta que não quer calar: alguém questionou se as amadas, mulheres ou namoradas, topavam entrar na "brincadeira"? Duvido. Assim caminha a humanidade, num descompasso que só existe porque o povo leva muito a sério tudo o que diz respeito ao tema (sexualidade).
Falar sobre e/ou fazer sexo configura-se deste jeito, pra muita gente: ou é uma questão complexa, revestida de um caráter quase ritualístico, sagrado, ou é uma coisa profana ao extremo, teatralizada, travestida de moderna enquanto se esconde atrás de risinhos babacas e despropositados, exibicionismo e mentiras deslavadas. Mais uma vez, repito: falta naturalidade, e esta ausência abre caminho para as pervesões, estas, sim, um problema. Perversão, neste caso, entendida como qualquer coisa que não seja consensual ou envolva pessoas incapazes de fazer suas próprias escolhas. O resto, se é de comum acordo, diz respeito apenas aos interessados. Sexo é apenas uma parte da vida, nem mais, nem menos, ó, céus.
Infelizmente, ainda não conseguimos chegar a este entendimento, mas espero estar por aqui quando o cenário começar a mudar (de fato - não de mentirinha). Adorei quando vi, no programa "Os Normais", uma personagem feliz da vida porque os homens que transavam com ela contavam o feito pra todo mundo, e isso significava que ela era uma mulher desejável. É uma caricatura do que costuma acontecer na vida real, mas reflete uma situação interessante, em que a mulher deixa de se preocupar tanto com a reputação e passa a dar conta das suas necessidades (sim, gente, transar é necessidade básica do ser humano) sem hipocrisia.
terça-feira, 27 de abril de 2010
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